Refugiato
Reestruturadas fossem nossas moradas
Silenciadas nas vozes todos os corpos…
Todavia, um vazio se complementa,
Verificando nos ritos minha demência!
Ai de ti! que se diz louco pelas andanças!
Entrementes vãos prosélitos das diásporas,
Lanças, foices e martelos são teus banquetes…
Mas, grilhões me prendem a ti pela minh’ausência!
Entre atos e cenários me justifico,
me critico em alegorias nosso passado.
Não questionando teus rumos, nem teus anseios.
Paços largos medievos me trouxeram das lonjuras vis…
Representando teu árido universo
Lamentei embora exposto teu rosto íngreme.
Impossível resgatar o contemplativo,
N’altivos gestos, perdões na tez se me comprimem!
(Out: 08, 2007)
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