Ilhargas
Regicídio numa manhã sem sol impera,
Deprecantes vozes nobres entoam planos…
Derruiam paços colossais sem quimeras,
Maldizentes pelos corredores profanos!
Espéculo nas mãos longínquas já insanas,
Criavam cantinelas com furtivos pares.
Fortalecendo olhares mórbidas profanas:
Entre outras ilhargas de humildes lares…
Mentiras, matricárias sombras de acalanto
Nobiliários óbitos atrozes redimi,
Quartãs que se convidam então num frenesi!
Românticos anseios de exaltação,
Morgados bailes, vinho, corte de acerol!
Vagueza desespera a espera de arrebol!
(Abr: 14, 2005)
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