Artesão
Brisa, louca brisa
Que sussurra entre concretos,
ruas, latas e diversos.
Quem sabe quem te fez ¿!
Verdadeiro artesanato,
Prados, muros e escadas.
Os quadros não te pintam,
Mas, recuam quando te sentem…
Mãos que vão brisando,
Pisando, analisando, frisando,
Os póros que ainda restam,
que ainda migalham,
Entre as cortinas rocheadas
de janelas, e és tu!
Brisa louca brisa!
És tu: artesão!
(Mai: 09, 1991)
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