Arcanjo que de seus vagares em lezírias
Me disfazia farfalhando sons meríficos;
Molhei teus lábios que dimanam em mim labrego,
Látego noturno imaculado em delírios!
Revolta minh’amada quando de motejos
Trincam-se os cimélios insulados dosséis,
Infaustos tempos navegamos longos beijos,
‘inda na enxerga nus deitamos abraçados!
Decúbito parecem ser as nossas prosas
Lúridas num contexto sísmico sem rimas,
Igaratins suspiram nós nas palimódias,
‘gnorando méritos no suor das sílabas!
Tácito momento sonhos vagos novéis,
Que se articulam hacanéias de azêmolas;
Na sinergia imanente dos pagãos,
Que ficam em minhas mãos as tuas mãos tão trêmulas!
(Jul: 07, 2000)