Revanches
(às Marias da Penha)
Esposas, ah! Esposas!
Dilaceram seus tronos
Estranhos e servis…
Não querem ser esposas,
Querem ter apenas sonhos…
Seus rostos: cicatriz!
Seus maridos cansados
Dilaceram seus sonhos
Enganos por um triz!
Maridos, ah! Maridos!
Esmagam o respeito
Eleitos como donos,
A lei é o que se diz!
Precisam de afeto,
Flores, perfumes, beijos…
Medíocres e frustrados
Dores, ciúmes, gestos,
Castigam tantos fetos,
Numa loucura triste!
Elas demonstram um NÃO!
O sim é o que persiste…
Um dia as esposas
Descobrem suas forças
Que sempre foram donas…
Melhor é sempre tê-las
Com todos os seus sonhos!
Horizontal ficamos
Num futuro próximo.
Então só as estrelas
Dirão a elas noites
Que não terão (mais) açoites…
Aqueles braços fortes…
Não ficam mais cansados,
Pois sonham com a morte,
Guerreira dos covardes…
Esposas, ah! Esposas!
Agora vivem livres
Os sonhos são mais belos
Não temem o que vivem
Os sonhos são sinceros.
Nos caminhos estreitos
São perfeitos seus sonhos:
É o que buscam na vida!
Então por tudo isso
É preciso ter sonhos
Com maridos e filhos
Que vêem na igualdade
A liberdade à dois:
sem lutas pelos tronos …
‘las só querem respeito
Ao lado dos maridos,
Companheiros sem iras,
Querem os seus direitos
Companheiros das lidas!
É preciso ter sonhos
É o que mais se quer:
ser mulher destemida,
Com maridos e filhos:
Ser apenas Família!
Ser apenas MULHER!
(Set: 02,2006)
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