Arquivo para 14 de dezembro de 2007

Afrikan Beat (not e-commerce yet)

Posted in Crônicas, Poesia on 14 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

à todas as cores.

 …

e-truques, e-tratos, e-trecos,

e-trapos, e-tripas, e-trocos,

e-trancas, e-ntrusos, e-tropos,

e-trucos, e-trincas, e-troncos,

e-trintas, e- etetras, e-petros,

          e-trompas, e-pretos, e-trotes,

 e-trutas, e-tantas, e-mantrans,

e-bantos, e-tintas, e-mitras,

e-vitas, e-brotos, e-mirras,

e-britas, e-outros, e-brutas,

e-spantos, e-scritas, e-sterpes,

e-stradas, e-scribas, e-stilos!

 e-trilhos, e-tramas, e-tremas,

e-tronos, e-primos, e-atritos,

 e-monstros, e-lobos, e-xércitos,

e-gritos, e-sgrimas, e-sfinges!

e-ntôjos, e-tôlos, e-bombas,

e-stouros, e-lites,e-xílios,

e-bulas, e-brigas, he-róis,

e-abortos, e-ritos, e-prantos,

e-tranças, e-transes,  e-passes,

e-mães imaculadas, e-iôdos,

e-tudo, e-tato, e-tetos,

e-fatos, e-fotos, e-fetos,

e-feitos, e-tretas, e-stados

e-eu

e-leito

neste

e-stado!

(Jun: 15, 2/1997)

Quintais de Junho

Posted in Crônicas, Poesia on 14 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

A tremedeira começa a tomar conta, que a garganta parece enosar, num sentido de forca.

Por isso, suspenso num cordão umbilical, nasci esticado pela realidade do sistema!

 Queira pois, num silêncio afogar-se na porta estreita de tua porta secreta e trave-se a porta de tua porta secreta, fechando-se em si, como quem pasmo de ver pela fresta, o vulto cesariano das luzes.

Voluntariamente, revoltado e envolto complacente, escondo a chave, que é a chave do que sequer abrir.  Perco a tremedeira, a porta se abre.

Digo destemidamente, em tom de choro, que quero unificar-me com a única medida, no habitat lógico e ideológico que criei, vislumbrando como poeta a sublime forma do mistério, e da razão de ser.

És meu quintal!

És meu refúgio!

Plantei sonhos, ouvi adágios, sinfonias em outros momentos…

És meu Éden!

Como voltar?

Do êxodo criou-se, no êxito busquei ser abrolhos,

Tornei-me sahara num oceâno de esperas.

Hoje entendo que querer, é quintalizar seu terreno baldio.

Hurbanuz Quadruz (ou Além do Sinal Verde)

Posted in Crônicas, Poesia on 14 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

 inspirado em “Ilha de Fatma”   

 

Onde estão as chuvas que nos presenciaram antes dos

primeiros olhares? As ruas ficaram alagadas de gente

que nos observavam com críticos soslaios urbanos,

medidores dos passos, marcapassos contemporâneos 

vagos, míopes, medíocres, transeuntes leigos e vazios.

 Estamos                                                                         distantes!

Você assume                                                                 o silêncio!

Eu assumo                                                                os porquês!!!

Eu menos                               nós                                     =  você…

Se fugirmos,                   precisamos               nos encontrar,

Se é isso                             realmente                que queremos: Primeiro                                sentir           que somos urbanos   É                                                     o                                            certo 

Por ser                               verdadeiro                        andarilho  

Vejo no                                    amor                          o caminho…

Te deixo uma                           ?                           uma reflexão! 

Estamos                                                                          distantes?

Você assume                                                                 o silêncio?

Eu assumo                                                                   os porquês? 

Acredito que as chuvas que não presenciaram nossos únicos

primeiros olhares… E há um sinal fechado para quem quer

ficar parado, observando, perdido… As ruas ficaram alagadas

de gente quando nos viram pela primeira vez chorando !!!!!!

!!!!chorando !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! chorando !!!!!!

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!………………………………..

Agora é tarde demais, pois tenho que atravessar a rua alagada

 de gente como nós ………………….. atados em nós… mesmos!

                                                                                        (Dez: 14, 2007) 

Ilha (à) do(i)s (ou Ilha de Fatma)

Posted in Poesia on 14 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto
by Fatima Tardelli (Palavras Sussurradas)
 “…’Estou’ uma ilha,
cercada de angústias e medo,
perdida em sonhos,
perdida em lágrimas.

‘Sou’ uma ilha,
para proteger-me, cerco-me,
muro-me, enclausuro-me,
torno-me inacessível.

‘Serei’ uma ilha,
guardarei meus segredos e suspiros,
escondidas sob a relva
manterei minhas belezas.

‘Terei’ uma ilha,
Jardim do Éden do qual não serei expulsa,
onde nenhum fruto me será negado/proibido,
onde nenhum peso secular terei de levar em minhas costas,

E a ilha?
Continua perdida, esquecida….”

                                                               (Dez: 13,2007)