Quintais de Junho
A tremedeira começa a tomar conta, que a garganta parece enosar, num sentido de forca.
Por isso, suspenso num cordão umbilical, nasci esticado pela realidade do sistema!
Queira pois, num silêncio afogar-se na porta estreita de tua porta secreta e trave-se a porta de tua porta secreta, fechando-se em si, como quem pasmo de ver pela fresta, o vulto cesariano das luzes.
Voluntariamente, revoltado e envolto complacente, escondo a chave, que é a chave do que sequer abrir. Perco a tremedeira, a porta se abre.
Digo destemidamente, em tom de choro, que quero unificar-me com a única medida, no habitat lógico e ideológico que criei, vislumbrando como poeta a sublime forma do mistério, e da razão de ser.
És meu quintal!
És meu refúgio!
Plantei sonhos, ouvi adágios, sinfonias em outros momentos…
És meu Éden!
Como voltar?
Do êxodo criou-se, no êxito busquei ser abrolhos,
Tornei-me sahara num oceâno de esperas.
Hoje entendo que querer, é quintalizar seu terreno baldio.
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