Silhuetas

by Fátima Tardelli – Palavras Sussurradas

As chuvas vieram e se foram,
Como é de sua natureza,
Tudo que elas presenciam guardam em segredo,
Como o segredo de minhas lágrimas que se juntaram a elas,

Os olhares? Serão eles de Capitu?
Que alagam a alma de ciúme?Os olhares? Serão eles de Capitu?
Que alagam a alma de ciúme?

As gentes? Rostos belos, contorcidos ou mascarados,
Máscaras sociais que todos usamos…

Estamos distantes!?
O que é a distância senão um abismo?
Na relação espaço-tempo, não é tudo relativo?

O silêncio!?
Não é no silêncio que ocorrem os mais doces pecados?
Não é no silêncio que correm os mais angustiados prantos?

Os porquês!?
Não é a dúvida que alimenta a curiosidade,
Não seria a curiosidade a mola do mundo?

Eu menos nós = você?!
Não seria a soma e não a subtração,
A equação correta, nas relações de amor/amizade?

Fuga? Encontro?
Não fugimos do que mais queremos,
Rejeitamos o que mais nos atrai ?
Urbanos!?
Creio que seríamos antes, rurais…

Certo, errado…simplórias questões culturais…

Andarilho somos no Mundo,
Caminhos existem aos montes,
Reflexões fazemos todos os dias…..

O que assumes, o que assumo?
Acaso isso tem alguma importância?

Ruas de fogo, ruas alagadas,
Alagadas de flores e de pranto,
E toda a gente olhando….são como cegos na penumbra…

O Choro, o pranto,
Meras expressões de dor,
Mas conheceríamos o prazer, se ignorássemos o pesar?

Agora é tarde demais?!
Nunca é tarde, nunca é cedo….
O tempo não passa para algumas coisas…
 

(Resposta ao “Urbanuz Quadruz”: Dez: 14,2007)

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