Educador Ético, Comunidade-Ética: Curriculum Vitae do SABER

                 Na educação encontramos um cenário bastante complexo quando se trata dos atores que nele agem, pensam, interagem e ramificam os saberes ditados pelas cláusulas, certo ponto, impostas os parâmetros educacionais.
                 Há de se entender da importância de estar contido neste cenário, ou melhor dizendo neste conjunto de cenários, qual chamamos de ambiente escolar, que precisa esmirilar ferramentas de ajuste comportamental, no tocante a ética na ação social, e ética como poder.
                 Diz-se a princípio que traria discernimento de forma acadêmica, aos estudos elaborados que antecedem uma entrada em sala de aula. Os pormenores experimentados individualmente, num primeiro momento, acrescentaria valor significativo no saber cotidiano. Mas o que seria ação social dentro do ambiente escolar?
                 Max Weber revelou o conceito de ação social como instrumento elementar primordial de sua teoria, definindo-a com a ação com um sentido, ou seja, uma intenção e um motivo. Distinguiu-se, de acordo com os possíveis sentidos, as seguintes ações sociais:
  • Racional: ação orientada para um fim determinado.

  • Orientada por valores: ação que é um fim em si mesma.

  • Afetiva: ação motivada pela emotividade de que a pratica.

  • Tradicional: ação que se baseia nos usos e nos costumes sociais.

                 O que se verifica porém, é a inexistência de ação social colaborativa, onde a fala globalizante é o da parceria, ou seja, relações interdisciplinares.
A Sociedade que almejamos, deverá ser mais participativa, comprometendo-se com a Escola.
                 A Escola tem como base o centro de apoio a nossa comunidade, com suas relações expansivas, descentralizada, tomando posições decisivas em criação de projetos, desde sua elaboração à sua execução; trazendo eventos pertinentes a realidade; formulando debates com temas que tragam o despertar de um senso-crítico construtivo com participação de autoridades governamentais sem jogo de interesses político-partidários ou articulações outras.
                 Que a ideologia de construir o novo não seja poluída com fins particulares ou lucrativos, mas que venha de encontro a sanar nossas angústias, eliminando as mazelas impostas por uma cultura desarrazoada do passado, que trunca cenários do aprendizado colocando em seu lugar a inércia corrosiva do desaprender.
                 Teremos que fazer o que há de melhor para nossa clientela que está cansada de ser manipulada por alguns políticos que só sabem usufruir em causa própria.
Faltam verbas! As escolas estão entrando cada vez mais num ciclo carente de querer produzir, de querer desempenhar seu papel de educador, mas faltam materiais de apoio de boa qualidade.
                 A Sociedade que almejamos, deverá ser mais justa, e compreender as injustiças que acontecem, e compreender a Escola como formadora de opiniões, combatendo os choque culturais que nascem do infortúnio e da opressão indutora da mídia, que leva a muitos ao consumo desenfreado e insano de drogas e comportamentos, excluindo diplomaticamente os despreparados.
                 A Sociedade que almejamos, deverá ter mais segurança, entendendo a Escola .

 “Importante se faça acreditar que a tarefa será árdua, porém, não será impossível, se juntos acreditarmos, em reconstruir a educação formadora e informante dos avanços da “modernidade” rumo a uma sociedade solidária e bem educada.

Os problemas serão coisas do passado. As incertezas passarão a fazer parte de lendas abstratas do saber da humanidade. O compartilhar será o contexto gerenciado pelo saber construtivo da certeza, assim com certeza nesta era de incertezas, se dissiparão as dúvidas, conquistando um novo e educado “sentido da vida”. ”
                                                                  Prof Gasparetto
                                                                                               (Set: 23, 2006)

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