Há Mares para o Bem

Naveguei distantes mares,
sempre em busca d’outros mundos…
nos caminhos encontrastes
navegantes absurdos!
As galeras se agitavam
aos perdulários revoltos,
quanto mais me vejo casto,
tanto fujo das gavotas…
Creio estar em berço nu,
feit’edílico malvado:
naufragado em calembur
tal como ver demudado!!!
Tantas febres eu ganhei
que nas marés me perdia:
de súdito, era REI,
governando maresias…
Escorbutos os meus beijos
nas insônias caravelas,
entremez os vãos cortejos
iluminam as megeras…
Construi muitos castelos
sem saber que eram érebos…
incrédulos são os velhos
navegantes c’os seus débitos!
Impávidas tempestades
qual meu corpo de ator
naufraguei feito covarde,
em teus mares meu AMOR!
                                                               (Out: 12, 2001)

Deixe um comentário