In(digno) Blues do Saber (ou O Último dos Tarja Preta)
É um fato conviver com a indignação pedagógica nos dias presentes, o que é proibido passa a ser um mecanismo do “vale tudo”; o que é indesejável, o estímulo do consumo sem limites, aparece como regra vital. O sentido de posse, de reserva, transparece o poder do não-partilhar e do não-compartilhar, sejam objetos concretos, sejam abstratos.
Os valores morais, éticos, religiosos, são línguas mortas que foram utilizadas por civilizações primitivas!
Perde-se em muito, no meio educacional, instrumentos que permitiriam o educador a fazer, uma revisão, uma releitura do micro-espaço em que está ocupando: a sala de aula, pois no local vai gradativa e espantosamente sendo tomado por uma superpopulação de aprendizes (incorformados com as suas relidades pasterizadas de pão e circo) que necessitam de um personal teacher.
Mas administrar uma sala, requer um preparo psicológico de ambiente, e dos atores que nela se encontram. O crédito das avaliações pedagógicas são periódicas, retratam icógnitas variáveis de uma equação insocializada, que servem apenas como referencial estatístico de determinados período de tempo.
No entanto, icógnitas vão aparecendo e quebrando a lógica do aprendizado láico, talentos periféricos, eleitos das encostas, que surpreende o educador, e aí pensa-se: “Esses talentos estão sendo enterrados!!!”.
Percebe-se então, que há a real necessidade de discernir tais variáveis, para compreender os resultados apresentados e de como serão utilizados para o coletivo interno e externo.
Num outro momento, alguns dos especialistas, entram num saber inercial, provocando desafios no campo da educação. A perplexa e complexa estrutura política educacional, se encaminha justamente na perícia medotológica que se está aplicando, quando se tem um método, obviamente!
Tenho observado ultimamente, que alguns docentes encontram-se num alto grau de risco de inexperiências profissionais. As comunidades internas, têm olhos, ouvidos e falam desses fenômenos, dizendo que não é difícil ser professor!
Entra-se em sala, joga-se um texto nas mãos de um aprendiz (terceirizar a aula), enquanto lê-se um jornal, revista, palavras cruzadas… (…)
A roupagem de ensino que se pretende construir, eleva-se em teses nas instituições, sem condições de integrar as experiências diversificadas e específicas da equipe de trabalho carentes e excluídos: o sistema tem o poder de deletá-lo!.
Atravessamos momentos críticos quanto a participação, entrosamento e principalmente comprometimento nos afazeres do saber, que devem antes de tudo, serem desenvolvidos nas disciplinas, nos cursos, nas instituição, com objetivos de aprimorar o reconhecimento acadêmico e profissional daquele docente.
Escrever é um dos exercícios importantes e necessários à prática de produção científica.
Mas é obrigado(¿)
Quais são os objetivos reais(¿)
E o retorno(¿)
O que ganho com isso(¿)
Não tenho tempo para isso(!)
E o que é o tempo então(¿)
Na educação uma hora-aula vale 50 minutos. Na família, o convívio cotidiano vale um bom dia, uma boa noite. No mínimo ou no máximo, com os amigos, um e-mail, um chat, um torpedo…
No pessoal, os up-grades industrializados do saber para permanecer no sistema.
E a privacidade(¿)
E o eu-particular(¿)
O click parece tomar conta de tudo para a realização das atividades domésticas, profissionais, pessoas menos a imortalização do educador, O saber fica, o educador passa!
É um fato ter que conviver com a indignação pedagógica.
(Mar: 19, 2000)
24 de março de 2008 às 13:52
muito legal e interessante p/ qm gosta de poemas
parabéns é um site muito educativo