Terra Latina
As veias minhas da garganta saltam,
quando grito o nome teu!
Brotar a flor
no peito fecundo
no chão que te consome!
Meus olhos com ira cegam, visão de falsa miragem, aragem de dura raíz no peito produndo razão de sonhos….Ai! calor gentil que me atordoa, no barco em que navego sobre o sal e o sol, do sangue teu, do coração de anil: Terra de Homens e de Vera!
Tenho saudades de minha Terra, Terra de Homens e de Vera, que tantas aves voaram, que tantas vidas doaram; aos sonhos puros e ingênuos, do chão tristonho e sereno, Terra de Homens e de Vera! Terra de Fome e Miséria!
Ai! calor gentil que me atordoa, meus prantos com tua garoa de ser na vida um primeiro de abril… Terra de Homens e de Vera!“Quem dera ter as primeiras visões, altos mares caravelas, velas, missas e orações, lugares, Entradas e Bandeiras… trazer dos teus repiques o canto do Índio! Veneno que nasce do espinho, pedra, muro e caminho, um ninho com canto livre com asas e que até voa! podar as ervas-daninhas que sugam a seiva tua do sangue feito garoa… Sólo fértil, sonho ardil dantes nunca mutilado: Terra de Homens e de Vera! Perdestes tão cedo a Coroa!!!”
(Ago: 19, 1986)
In: Poetas Brasileiros de Hoje 1986
Deixe um comentário