Não restam tempos, nem sóis, nem toldos,
nem nada.
Selam-se os ósculos,
obstáculos e o Rio some;
no alto, vê-se porém que o arrabalde de palafitas
fitam o cloro na tez da estátua, inert e observadora,
que vai tatuando o tempo e o medo…
Rio! Mas com certo distanciamento dos ritos nômades
dos trejeitos incalculados de passistas
incorformados, transifigurados,
alagados, largados pelas encostas de um grande
boeiro circense e maravilhoso… (…)
Me preocupa no entanto (…) o dízimo
selado pelos iconoclástas que o homem partido em dois,
num partido cifrário, quem sabe?
que altera rotas, frotas, j (de juros), agiotas, patriotas,
tropas mortas para um bem conspícuo e
de verdadeira ojeriza
às vertebras da lei…
Repentinamente não Rio feito algoz,
o momento sucumbe um aborto prematuro,
dum riso pálido, falido, inválido, caído,
inóspito…
como a roer no óbito seu dinema!
Mas, não Rio!
Do alto, a multidão inflaciona-se na natureza
mórbida que prolifera seu testamento
nas encontas imunológicas do voto.
Rio, agora Morro!
O jazigo dilacera o momento
no retrato falado dum Rio sem sentido,
visceras que refutam
a anatomia invertebrada do casuísmo!
Não restam tempos,
porém ouve-se um suspiro,
um fôlego perdido em meio aos escombros, como quem diz:
“-Rio? ou Morro?”
(Set: 14, 1987)