Arquivo para 27 de dezembro de 2007

With or Without You

Posted in Música on 27 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

Eagles – Hotel California

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Manifestos Verbais

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 27 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

Deus está em todas as partes?

Nas galerias dos artistas? Ou nas obras de arte?

Nas Muralhas da China? Ou nos Baluartes?

Nos planetas distantes,? Ou nos céus de Marte?

Nas inquisições, nos martírios? Ou na voz dos mártires?

Nas teorias, nas vãs filosofias? Ou nas práxis?

Nos outeiros, nos vales? Ou nos pontos de táxis?

Nos outorgantes escribas e seus pares? Ou nas frases que estão escritas nas lápides?

Nos Césares, nos Alexandres, nos gládios? Ou nos Napolões Bonapartes?

Nas sinagogas, nas mesquitas, nos zigurates? Ou nos vendilhões de arremates?

Nas torres, cavalos, reis, rainhas e padres? Ou no sentimento de estar em xeque-mate?

Na mídia, na Internet, satélites, celulares? Ou em todo sistema que cria encartes?

Nas adagas, nos canhões, fragatas e espaçonaves? Ou está também nos bacamartes?

Nos temas, nas políticas, nos nós que não desatam: ou num sôfrego perplexo debate?

No sono, nas insônias, nas madrugadas de trastes? Ou em todas as manhãs e tardes?

No “Tratado das Paixões da Alma” de René Descartes? Ou nas “Cartas Sobre a Itália” de Carlos Duparty?

Nas campanhas do Capitão Elisafate? Ou no súbitos silêncios dos enfartes?

Nas PUCs, Federais, Oxford, Cambridge, particulares? Ou em todas as escola de ensino grátis?

Nos governos de Reagan, de Bush, de Saddam, de Jimmy Carter? Ou nos blues de B.B. King, nas letras de Sting e Paul McCartney?

Na solidão, nos corredores vazios hospitalares? Ou nos temporais, abalos sísmicos, e Tsunamis?

Na musa inesquecível Cardinale? Ou nos festivais de Elis, Vandré, MPB4 e Buarque?

Na Tomada de Bastilha? Ou no Tratado de Versalhes?

Nos mestres acadêmicos da Escola de Sagres? Ou na revelação congregada em Sardes?

No “Leviatã” de Thomas Hobbes? Ou n“O Príncipe” de Maquiavel dos nobres?

Na visão de Costa Gravas, na inspiração de Morricone? Ou nas “Riquezas das Nações” do inglês John Maynard (Keynes)?

Nas teses de Lutero, no pacifista Luther King? Ou na jovem heroína Joana D’Arc?

Nos Quatro Cavaleiros do Apocalipse, Manto Sagrado? Ou nas entrelinhas do clássico Quo Vadis?

Nos romances “A Náusea”, “Nos caminhos da Liberdade”? ou nos dramas “Porta Fechada” e “As mãos Sujas” de Sartre?

No campos de Auschwitz , Pinochet, Sukarno, Kadafi, Osama Bin Laden? Ou na França, nos vitrais e retratos (esculpidos) na cidade de Chartres?

Na gloria de Francisco Barreto de Meneses contra os holandeses na Batalha de Guararapes? Ou na Cabanagem, nos Farrapos, Balaiada, Sabinada e Mascates?

Nas entrelinhas dos poetas, nos sonetos, nos destaques? Ou nas imperfeições de estilo escritos na Comédia Humana de Balzac?

Na Grande Depressão de 29; nas Bombas de Hiroshima e Nagazaki? Ou nas chuvas de mísseis sobre o Iraque?

No World Trade Center no coração da cidade? Ou nas água magoadas de insanos kamikazes?

No Duce amargo que na tristeza a Itália invade? Ou na Paz Armada da Entente Cordiale?

Deus para mim, é o princípio de tudo: é a letra “A “!
Deus para mim, é o fim de tudo: é a letra “Z”!
Para mim é Jeová”!
E pra você?

(Set: 09, 2004)

AZ 3 MARIAZ

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 27 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

(AZ 3 MARIAZ              ou                   A.Z. MARIAZ ZAIRAM Z.A.)

ALBA, ALAIDE, ANTÔNIA

Trouxeste-me toda formosura nas canções.
Arranquei estrelas nas noites pra te dar!
Fiz o que pude!
Ensinaste-me a dançar,
E a tocar alaúde, a ser poeta!

Mas não te ensinei a AMAR!

BRANCA, BONITA, (BENAZIR), BENEDITA

Por entre os orvalhos meditamos
Muitas pétalas,
Fomos cientistas dos astros,
Exploradores dos perfumes…
Tuas prosas são mananciais jorrando em mim
Bendizeres…
Ensinaste-me bem das tuas fontes!

Mas não te ensinei a AMAR!

CRUZ, CRISTINA, CLEMENTINA

Quantas vezes supliquei aos céus
Que me perdoasses… meus erros, meus enganos,
Meus pecados…
E tu, olhos castanhos amendoados,
Me dizias: TA PERDOADO!
E eu voltava a pecar
Como se fosse um viciado!
Por tantas clemências, aprendi!

Mas não te ensinei a AMAR!

DAYSI, (DALYLA), DOLORES, DORALICE

Lembrasse dos caminhos que tomamos?
Dissestes-me: PEGUEMOS UM ATALHO!
E lá fomos, cheios dos quereres noturnos,
Das construções de mundos e maravilhas…
Então sussurrastes pacienciosa:
DORAVANTE, ÉS MEU AMANTE!

Mas não te ensinei a AMAR!

ÉLIDA, EMÍLIA, ETELVINA

Que belo corpo flamenco
Tenho em meus braços!
Me criastes teatros, gestos, peças,
Atores, sapateados, palcos
E elencos…
Anfiteatros!
Criatura de sangue e areia!
Ensinaste-me a decorar-te!

Mas não te ensinei a AMAR!

FÁTIMA, (FERNANDA), FRANCISCA, FILOMENA

Preciosas mãos e de beijinhos tão doces!
Cabelos de anjo!
Beijei-te em pleno céu de brigadeiro…
Fiz parte do teu mundo suave
E encantador e de encantador quindim!
Ofereceste-me os melhores ingredientes da vida!

Mas não te ensinei a AMAR!

GRAÇA, GENIRA, GENOVEVA

Mulher encantadora entre as flores,
Delicada por natureza e de estações precisas!
Corpo tropical sereno, cai em tua presa…
E tempos depois
Deste-me a soltura…

Mas não te ensinei a AMAR!

HILDA, HAMARYZ, HILDALETE

Teu coração campesino invadiu
O meu feito posseiro!
E por cinco anos inteiros,
Requerestes usucapião sobre mim!
E este lavrador e peão apaixonado
Conheceu de ti as boas colheitas!
Alforriei-me em outras fronteiras,
Como cigano sem terras!

Mas não te ensinei a AMAR!

ÍTALA, IRIANA, ISOLETE

Chove como chove em meus choros!
Me semeastes brandura,
A remover as ervas-daninhas,
As ataduras… os absurdos!
Me isolei por trás das chuvas
E acabei te isolando!

Mas não te ensinei a AMAR!

JULIA, JAMYRA, JANUÁRIA

Longas tranças de amêndoas,
Provocavam ciúmes e soslaios carentes,
E tuas mãos roçavam meus sonhos,
E teus beijos justificavam o querer mais…

Mas não te ensinei a AMAR!

KARMEN,KARINE, KAROLINE

O gelo desliza em meu peito,
Na malícia do teu olhar de Líbano!
Navego em teu mediterrâneo,
Com minhas frotas, procurando me ancorar em teu cáis!
Teus cabelos úmidos ao vento me dizem
Que está na hora de eu partir…
E arrependida do adeus,
Faz içar minhas velas
E sobre elas, como mar revolto,
De sóis e brisas, vai sugando
Minhas brisas como selvagem sereia
E domada ao Porto,
Desmaia em meu corpo!

Mas não te ensinei a AMAR!

LÍDIA, (LEYLA), LORENA, LAURENICE

Li teus recados, teus processos,
Tuas réplicas, teus poemas…
Com todos os direitos, dizias
Que tinhas direito sobre mm!
Pelos banhos, quartos, escadas dos fóruns,
Estacionamentos e praças…
Inda sonhas comigo
como se fosses minha dona…

Mas não te ensinei a AMAR!

MIRTHES, (MELÂNYA), MARYELLA, MARGARETH

Bem-me-quer, mal-me-quer…
Homem, mulher, um jogo apenas!
Vindo das margaridas, pequenas talvez,
Mas com beleza ímpar!
Tu simplesmente foste embora,
Deixando-me a desfolhar margaridas
Sobre teus jardins!

Mas não te ensinei a AMAR!

NÁDIA, NATÁLIA, NATALINA

A porta se abriu num mês de maio,
Um primeiro olhar de querer imediato
Pousou em nós!
E nós nascemos um para o outro,
E tu, me convenceste:
Que devemos nascer a cada instantes!

Mas não te ensinei a AMAR!

OLGA, OLÍVIA, OCYNARA

Te amei como todos os compassos e solfejos,
Tua voz encantadora
E a ópera walkiriana nas ribaltas,
Emocionaram-me depois às escondidas…
Em teu corpo, me convidava a fazer cenas:
Nos bastidores das Belas Artes!

Mas não te ensinei a AMAR!

PERLA, PATRÍCIA, PARECIDA

Tarde?
E me olhaste com suspiros!
Ao tocar tuas mãos tão leves,
Pude ter o privilégio de ter
Encontrado algo distantes, um segredo,
Relevado, um olhar apaixonado de uma tecelã!
Milímetro por milímetro me conheceste entre noites e manhãs!

Mas não te ensinei a AMAR!

QUÉSIA, (QTÂNYA), QUITÉRIA, QUERUBINA

Quando perdi meu sono e na varanda
Meditei por entre as serras,
Senti teus lábios,
Flutuando em meus ombros,
Num arrepio contínuo e angelical,
Me entreguei!
Percebi muitas distâncias entre nós: Céu e Mar!

Mas não te ensinei a AMAR!

RITA, RENATA, (ROZÁLWA), ROSALINDA

Onde estão os teus aromas que me possuíram
Em noites sem abrigo?
Nos labirintos dos teus castelos não tive opções
A não ser seguir teu vulto e me abrigar
Em teu leito!

Mas não te ensinei a AMAR!

SÂMIA, SAMARA, (SAMYRA), SULAMITA

À margem dos rios descansei meu corpo,
Imaginando que lá atrás
Depois de muitas pontes, me enamorei de ti!
Com teu corpo sereno,
Onde os campos foram nossa pousada,
Foram nossos refúgios!
Me enamorei apenas
Com o teu copo moreno,
Com as tuas noites pequenas!

Mas não te ensinei a AMAR!

TÁBATA, TAMIRIZ, (TALITA), TEREZINA

Quem nunca sentiu um luar tão puro,
Daqueles que viajamos até saturno?
Verdade!
Roubei todos os anéis,
Todos os cavalos, todos os verões,
Todos s lençóis, todos os prazeres,
Pra te oferecer
Num dia qualquer do mês de junho!

Mas não te ensinei a AMAR!

ÚRSULA, UHBÂNYA, URSALINA

Beijos de amora nos encontram na estrada,
Próxima à “Porteira do Luar”…
Pirilampos ofuscavam as estrelas do nosso calor,
Emanavam mares e marés,
Tu me beijavas o corpo inteiro, da cabeça aos pés,
E eu era o teu único…

Mas não te ensinei a AMAR!

VÂNIA, VALÊNCIA, VICENTINA

Quando? Não percebes que te amo?
Tu me disseste num telefonema,
Teu travesseiro ficou só ao meu lado!
Teu xampu e tuas cartas estão na gaveta…
… teu chimarrão ficou amargurado!
“Nunca ames, nunca prometas!”

Mas não te ensinei a AMAR!

WILMA, WALMIRYZ, WALKYRIA

O vento uiva e nos arrepiam
Em noites longas de inverno!
Cavalgadas, lareiras, cafés, descansos,
Cochilos e galopes…
O vento cessa-se por um instante.
A lareira escurece-se…
E gosto do café tropeiro fica em nossas bocas…

Mas não te ensinei a AMAR!

XIIHA, XAMEL, (XHIRLEY), XEHRAZADE

Teus dançares, teus corares, teus cetros,
Meus amares, teus luares,
Nossos mitos, os teus cios…
Rios bonitos!
Utensílios prediletos…
Muitos filhos?
Adeus! Imaginei que estava certo!

Mas não te ensinei a AMAR!

YNGRID, , YASMIN, YOLANDA

Por sobre a mesa, meus discos,
Livros, tuas fotos,
Nossas sombras e perfumes
Ficamos estendidos nus num tapete persa,
Disperso na sala de jantar!
De beijo francês à espanhola, nos amamos,
Criamos nosso tango com Astor Piazzola…

Mas não te ensinei a AMAR!

ZÉLIA, (ZAMYRA), ZENILDA, ZEFERINA

Estavas zangadas comigo,
Peguei o barco e o resto das malas,
E atravessei a margem!
E lá estava ainda a ouvir,
O teu coração bater:
Tum-tum, tum-tum, tum-tum…
Acelerado, acelerado estava o meu!
Pulei com todo o medo do mundo…
Pulei! Sabendo que não teria mais retorno!
Pulei por que criei absurdos…
Pulei! Por que roubaram de mim
Meus tronos!
Agora é tarde:

Pois não me ensinaram a nadar!!!

(Jul: 26, 2006)

Coletâneas: pensamentos noturnos 2005/2006

Posted in Pensamentos on 27 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

E depois de tudo isso:

Perdi o meu chaveiro escrito L O V E!

Roubaram meu DVD do Pink Floid!

Teus gritos eu retiro em Sound Forge!

Na TV a gente vê um homem-bomba que se explode!

Existe pé-de-valsa em baile Funk ou no Pagode?

Seqüestraram meus rascunhos de AMACORD!

Furaram os pneus da minha FORD!

Agora Tatcher é simplesmente mais um Lord!

Os últimos Poetas que se dizem, trovem!

SINDICATOS do mundo! Te pedimos que não mais estorvem!

Que os sovados Panifícios não se sovem!

Que todos os SORVETES te engordem!

Os movimentos sociais não mais se movem!

Eu ouço IOLANDA com Buarque e Milanés, e me comove!

Meu fígado enchente de ENGOV!

Ganhei um cheque-mate do amigo CASPAROV!

Com dó-mi-si se faz um Acorde!

Censuraram todos os fios do meu BIGODE!

O teu salário é tanto LIGHT que não morde!

Sempre soma-se 60 mais o 9!

Vida fácil para ELITE tem respeito e outro nome!

Já comprei pela INTERNET caminhão e até CONCORDE!

Quem não usa CAMISINHA, só se pode
Concluir que os fracos que se incomodem!

Queria ser no BLADE RUNNER um caçador de ANDRÓIDES!

Com toda nostalgia, te atirei na POLAROID!

Quem procura mulher casada, encontra PÓLVORA e foge!

Quem disse que as loiras não são BLONDIES?

Eu tomo chimarrão com STROGONOFF!

Pensei que era perfume, e era SMIRNOFF!

CLONARAM um cabra criminoso como bode!

Ateus aterrorizam WE TRUST IN GOD!

Privatizaram a gasolina no meu DODGE!

Virei um superman tomando TODDY!

Queimei todos os livros de VIGOTSKI!

No apartheid não estão todos os brothers!

Na mídia só divulgam a dupla GOGUE E MAGOGUE!

A rede não quer mais que dialogue!

Tenha uma senha e se log!

Papiros, celuloses, transformaram-se em BLOGS!

Muitos leigos converteram-se SNOBS!

Nos tornamos viciados pelos MACs e pelos BOB’s

Na cabeça só cartuchos sem os bóbis!

Tão rifando o planeta com o MAL DE LOBBYS!

O alto executivo ta na lista do FINAL JOBS!

Peço à DEUS que chicoteie os seus BODIES,
Enferrujando seus tesouros e os seus cofres!

E quando nós registraremos o nosso PHOTOSHOP?

É hora de cuspir o último DROPS!

Descartem os pijamas, as pantufas e os seus ROBES!

Porque é VÁLIDO viver enquanto pode!

Nunca confunda MPB4 com o CHICO BUARQUE de ontem,
Com MP4 baixado com vírus HANNOVER!

Pixaram meu cartaz do JAMES BOND!

Quem não cola não sai da escola,
Quem descola SUPERBOND?

Santo de casa não faz milagres, mas faz o que pode!

O Vírus SEGURANÇA, tomou conta do meu DESKTOP!

O corrupto é mais lembrado porque dá IBOPE!

O mercado de trabalho também brinca de STOP!

Recebi pelo e-mail pra clicar no I GET LOST!

É melhor manter seu crédito na praça, do que ser um gado de corte!

Por causa de um corte no trânsito, a bebida levou junto seu SCORT!

Como é que pode?
Se eu não consigo explicar, imagina FREUD?

“O AMOR é como uma casca de banana atirada ao chão:
Alguns desconhecidos com respeito retiram-na do caminho temendo que alguém se machuque.

Outros sem se importarem ignoram-na, e seguem seus caminhos.

Ainda outros a chutam para a outra margem, menosprezando-a.

E há aqueles ainda, que desatentos, pisam sofrendo conseqüências depois. Ou foi um susto apenas, ou necessitando de um acompanhamento medito.

Por isso, quando avistares uma casca de banana no chão, pense no próximo, e pense em ti mesmo. Pois não é todo dia que encontramos uma cãs de banana no chão!

Cascas de bananas também têm sentimentos!”

(in Pensamentos Noturnos 2005/2006)