Natu Nobilis: Palestina Est

Aguerrido no cotidiano, marchei com temerário ardil…
Batoques em meu alforje eram signos de minha beatice!
Cátedra de neófitos transeuntes, fugi das cerimônias
Descontínuas em minhas atitudes desditosas?

Escravo das minhas lidas cheias de escrúpulos?
Fábula de uma inquisição sem dono, sem folguedos…

Gaudemus nossas viagens num coloquial glossário.

Hipócritas! Sim! Hipócritas dos Hipócritas!
Índigo olhar de lápis lázuli que me faz importante:
Jogo-me as teus pés em jactância!

Luzente alma de amor luzidio!

Melancólicos dias são meus dias, Mestra!

Numa mestrança me escondi entre as navalhas
Ouvindo dos rangeres inimigos, orações!

Patrícios! Meus patrícios permitam-me passagem:
Quereis por ventura qualificar-me?
Renoveis vossas centúrias, em ouro em vossas mãos rechearei!

Sentinelas! Acordai dos vossos sonhos!

Tertúlias vos esperam como testemunhas!

Um dia basta para me sentir efêmero (último)!

Vozes! A voz de minha amada vocifera-me!
Zelo por teu solo (corpo) como grão-vizir que te cobre de safiras!

“Sai das trincheiras”,
e fui ao teu encontro,
em nome da Paz!

(Mai: 17, 2007)

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