Arquivo para dezembro, 2007

Fênix

Posted in Pensamentos on 17 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

“O saber fica, o educador passa!”

                                                  (Mar: 19,2000)

In(digno) Blues do Saber (ou O Último dos Tarja Preta)

Posted in Educação on 17 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto
                 É um fato conviver com a indignação pedagógica nos dias presentes, o que é proibido passa a ser um mecanismo do “vale tudo”; o que é indesejável, o estímulo do consumo sem limites, aparece como regra vital.   O sentido de posse, de reserva, transparece o poder do não-partilhar e do não-compartilhar, sejam objetos concretos, sejam abstratos.
               Os valores morais, éticos, religiosos, são línguas mortas que foram utilizadas por civilizações primitivas!
               Perde-se em muito, no meio educacional, instrumentos que permitiriam o educador a fazer, uma revisão, uma releitura do micro-espaço em que está ocupando: a sala de aula, pois no local vai gradativa e espantosamente sendo tomado por uma superpopulação de aprendizes (incorformados com as suas relidades pasterizadas de pão e circo) que necessitam de um personal teacher.
                Mas administrar uma sala, requer um preparo psicológico de ambiente, e dos atores que nela se encontram.  O crédito das avaliações pedagógicas são periódicas, retratam icógnitas variáveis de uma equação insocializada, que servem apenas como referencial estatístico de determinados período de tempo. 
               No entanto, icógnitas vão aparecendo e quebrando a lógica do aprendizado láico, talentos periféricos, eleitos das encostas, que surpreende o educador, e aí pensa-se: “Esses talentos estão sendo enterrados!!!”. 
               Percebe-se então, que há a real necessidade de discernir tais variáveis, para compreender os resultados apresentados e de como serão utilizados para o coletivo interno e externo.
               Num outro momento, alguns dos especialistas, entram num saber inercial, provocando desafios no campo da educação.  A perplexa e complexa estrutura política educacional, se encaminha justamente na perícia medotológica que se está aplicando, quando se tem um método, obviamente!
               Tenho observado ultimamente, que alguns docentes encontram-se num alto grau de risco de inexperiências profissionais.  As comunidades internas, têm olhos, ouvidos e falam desses fenômenos, dizendo que não é difícil ser professor!
                Entra-se em sala, joga-se um texto nas mãos de um aprendiz (terceirizar a aula), enquanto lê-se um jornal, revista, palavras cruzadas… (…)
                A roupagem de ensino que se pretende construir, eleva-se em teses nas instituições, sem condições de integrar as experiências diversificadas e específicas da equipe de trabalho carentes e excluídos: o sistema tem o poder de deletá-lo!.
                Atravessamos momentos críticos quanto a participação, entrosamento e principalmente comprometimento nos afazeres do saber, que devem antes de tudo,  serem desenvolvidos nas disciplinas, nos cursos, nas instituição, com objetivos de aprimorar o reconhecimento acadêmico e profissional daquele docente.
                 Escrever é um dos exercícios importantes e necessários à prática de produção científica. 
                   Mas é obrigado(¿)
                   Quais são os objetivos reais(¿)
                   E o retorno(¿)
                   O que ganho com isso(¿)
                  Não tenho tempo para isso(!)
                   E o que é o tempo então(¿)
                   Na educação uma hora-aula vale 50 minutos.  Na família, o convívio cotidiano vale um bom dia, uma boa noite.  No mínimo ou no máximo, com os amigos, um e-mail, um chat, um torpedo…
                    No pessoal, os up-grades industrializados do saber para permanecer no sistema.
                   E a privacidade(¿)
                   E o eu-particular(¿)
                   O click parece tomar conta de tudo para a realização das atividades domésticas, profissionais, pessoas menos a imortalização do educador,  O saber fica, o educador passa!
                   É um fato ter que conviver com a indignação pedagógica.
                                                                (Mar: 19, 2000)

Nato Mistério

Posted in Pensamentos on 17 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto
                     Não construimos palavras, elas estão aí soltas, pelos silêncios, pelas esquinas, pelas estantes, pelos instantes, pelas presenças, pelas visitas, por mais que estejamos distantes, elas, as palavras nos sequestram de emoções, sejam crônicas ou brandas, jônicas ou mantrans, silábicas ou tônicas…


                   O importante que na dicotomia de vogais e consoantes, preexistem palavras.

                   Construimos sim, os parágrafos!

                   É a nossa sentença…

(Dez: 17,2007) Ao visitar http://amorizade.wordpress.com

Há Mares para o Bem

Posted in Crônicas, Poesia on 17 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto
Naveguei distantes mares,
sempre em busca d’outros mundos…
nos caminhos encontrastes
navegantes absurdos!
As galeras se agitavam
aos perdulários revoltos,
quanto mais me vejo casto,
tanto fujo das gavotas…
Creio estar em berço nu,
feit’edílico malvado:
naufragado em calembur
tal como ver demudado!!!
Tantas febres eu ganhei
que nas marés me perdia:
de súdito, era REI,
governando maresias…
Escorbutos os meus beijos
nas insônias caravelas,
entremez os vãos cortejos
iluminam as megeras…
Construi muitos castelos
sem saber que eram érebos…
incrédulos são os velhos
navegantes c’os seus débitos!
Impávidas tempestades
qual meu corpo de ator
naufraguei feito covarde,
em teus mares meu AMOR!
                                                               (Out: 12, 2001)

Terra Latina

Posted in Crônicas, Poesia on 17 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto
As veias minhas da garganta saltam,
quando grito o nome teu!
Brotar a flor
no peito fecundo
no chão que te consome!
Meus olhos com ira cegam,
visão de falsa miragem,
aragem de dura raíz
no peito produndo
razão de sonhos….
Ai! calor gentil
que me atordoa,
no barco em que navego
sobre o sal e o sol,
do sangue teu,
do coração de anil:
Terra de Homens e de Vera!
Tenho saudades de minha Terra,
Terra de Homens e de Vera,
que tantas aves voaram,
que tantas vidas doaram;
aos sonhos puros e ingênuos,
do chão tristonho e sereno,
Terra de Homens e de Vera!
Terra de Fome e Miséria!
“Quem dera ter as primeiras visões,
altos mares caravelas,
velas, missas e orações,
lugares, Entradas e Bandeiras…
trazer dos teus repiques o canto do Índio!
Veneno que nasce do espinho,
pedra, muro e caminho,
um ninho com canto livre
com asas e que até voa!
podar as ervas-daninhas
que sugam a seiva tua
do sangue feito garoa…
Sólo fértil, sonho ardil
dantes nunca mutilado:
Terra de Homens e de Vera!
Perdestes tão cedo a Coroa!!!”
Ai! calor gentil
que me atordoa,
meus prantos com tua garoa
de ser na vida
um primeiro de abril…
Terra de Homens e de  Vera!

                                           (Ago: 19, 1986)

In: Poetas Brasileiros de Hoje 1986