Humanimalidadez I

A Mais-Valia:

Libélulas dançantes, pirilampos lúdicos,
Cigarras orquestrando o seu coro lírico,
Formigas trabalhando num consenso único,
Não visam vãs fortunas neste mundo cínico!

Abelhas operárias construindo indústrias,
Carregam suas forças num sentido empírico,
Gracejam doce mel de natureza lúdica,
Jardins são derrubados pelo “homo criticus”!

São peixes se afogando num mar petrolífero,
Despejam-se abortos na cadeia aquática,
Medalhas e estrelas num peito honorífico,
Se orgulham da façanha por serem a prática!

Das mãos dos infelizes seus leais engodos,
O féretro é igual com luto e com pranto…
A corte marcial, tem convidado a todos,
Que a vida não tem preço, e se tiver é quanto?

(Dez: 04, 2007)

Uma resposta to “Humanimalidadez I”

  1. Olá!

    Teu texto me fez recordar da máxima do Cavalo “Sansão”, da Revolução dos bichos :

    Trabalharei mais ainda!

    Bem como do cinismo dos porcos tomando uísque.

    A aposentadoria de Sansão? O matadouro!

    Abraços.

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