Humanimalidadez III
A Iconoclastia:
Que caia a babilônia dizendo-se atriz,
Com seus amantes tenta construir impérios,
Mas quem conhece sabe que esta meretriz,
Escolhe a nobreza e o alto clero!
Abelhas operárias construindo indústrias,
O homem tão otário acha-se homérico,
Que suas artimanhas o seu mal rebusca,
Vai derretendo as asas num licor colérico!
Formigas trabalhando num consenso único,
A sociedade toda vai ficando trágica,
Vai percebendo (que) o pobre sempre foi o último,
Vai convivendo (com) o básico de forma prática!
As novas gerações adoram muitos símbolos,
E cantam as canções, não sabem uma vírgula:
Se prostram virtuais às sombras desses ídolos,
Vão costurando paz com u’a vida ridícula!
(Dez: 08, 2007)
3 de janeiro de 2008 às 21:25
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A mediocridade acaba tornando-se comum entre os comuns. Mantém-se a grande massa na ignorância, para possibilitar a existência de um exército de ‘formigas’.
As novas gerações permanecem enclausuradas na ‘Matrix’, na ilusão do hedonismo.
Os valores são invertidos; convertidos em ignomínia, travestidos de virtude ( arete ).
Não enxergam o outro por não terem espaço para nada além de si mesmos.
São como Dorians e Narcisos , terão o mesmo fim de José Arcádio Buendia : Macondo será sua estada lá estabelecerão suas moradas.