Perfumes ao Vento (ou Rastros de Adeus) II

II – O XADREZ

I
Oh! Pequena flor do campo!
Abraça-me e encanta-me com os teus versos:
– “Tu és o meu amor,
Tu és tudo pra mim,
Só não te quero perder, meu amor,
Tu és tudo pra mim…”
E ficava a meditar: por quê?
Ficava te observando pelas janelas,
Pelas varandas compridas de nossa casa,
Que esplendoroso motivo tenho mais pra se viver?!
Oh! Pequena flor do campo!
Abraça-me e encanta-me com os teus versos,
Só que desta maneira:
– “Tu és o meu amor,
Tu és tudo pra mim,
Eu quero sempre te querer, meu amor,
Tu és tudo pra mim…”

II
Não sei se me apaixonei pelo verão
Que me trouxe a ti,
Ou, se pelos teus laços de seda carmim!!!
Só sei que estou aqui,
Sentindo teus lábios, e tuas mão em mim…
E num sussurrar de meiguice, disse:
-“Engraçado que entre nós
Não foi dito “ERA UMA VEZ…!”
E nem vão dizer meu amor,
Na minha conta 1 + 1 igual a 3!

III
A árvores se agitavam no campos,
E confesso que fiquei com medo,
Não que tivesse medo do tempo. Não!
Mas o que me preocupava, é que na tardinha
Minha amada teimosa, se arrumou jeitosa com é,
Tomou um banho gostoso,
e com seu vestido longo de xadrez miúdo,
(aquele do primeiro encontro!).
passou um lápis nos olhos e foi comprar
algo mais, pra fazer uns quitutes, para mim!
Ela chegou bem perto, me mordiscou a orelha,
E me disse: -“me espera, que já volto!”
To bem cuidado, e sonho acordado,
Que de uma vez por todas,
Tenho que mudar minhas atitudes!
E ela não voltou…

(Mai: 12, 2001)

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