Andanças ao Vento III

(O Acampamento)

Arrastar meu corpo cansado
por quilômetros
vi traços de flores no campo
que com o vento perdiam-se nas cores…

esqueci de minhas dores,
armaduras espelhadas de veneno
plantações de lanças e espadas,
eram pra mim uma paisagem inóspita…

um estandarte rasga-se em céu nublado
castigando aqueles que friamente
expulsaram nossas cavalarias,
destruíram nossas esquadras…

perdi senso do tempo
que vociferava gemidos
de sentinelas e aldeões…
as velas içam-se nos corpos….

Queres meu sangue em teu brasão?
Empunhar maços
Empilhar aríetes,
E nas noites, poder dançar à sombra dos archotes!

A fogueira fora feita
E ao redor cavaleiros com suas taças,
Lembram de suas amadas
Que estão além das colinas!

Eu no meu esquecimento,
Me vi um trapo miliciano
Que degusta das raízes
A nobre lembrança de Bela…

Passamos a noite em vigília
Mesmo a tombar nos escombros
Feitios cruzadistas de serem livres,
Como livres são os meus servos!

(Out: 11, 2003)

Deixe um comentário