Misere

Sem-tetos pelas minguantes noites,
Buscam leito em macios lugares,
Como fossem dos bedéis os únicos,
Defectíveis com todos os pares!

Ficam a contar passos inteiros
Todo dia em busca de presentes,
Levantes com vizinhos meeiros,
ideais insanos dos doentes!

Justiça não há nestes lugares!
Debochando de quem quer ser dono,
Retornes enfim pra não voltares!

Supliquem a volta, não se zanguem….
Hasteiem bandeiras com seus sonhos…
És tu, Vermelho! És tu, meu sangue!

(Mar: 26, 2000)

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