Oceanos Vitrais I

Palavras Úmidas:

                                      I
Eu que pensava ser gigante de pedra
E nos vales de pedras poder te esculpir,
A tua escultura tirou-me das trevas
Então fugiram do teu grande luzir!
                                    II
A luz faz-se intensa com grande esplendor,
Esplendor de musa que me faz cativo
Eu por num instante com grande temor,
Não percebi que ao teu lado estava vivo!
                                   III
Venho de longas distancias te dizer,
Que és mais que tudo qu’eu imaginava…
não mandei notícias minhas por querer:
é que nos vales distantes eu sonhava…
                                   IV
se luzes representam formatura tua,
lua esplendorosa não é natural!
Pois teu brilho é natural oh minha musa…
E fico a pensar, no mais alto grau!
                                   V
Não é preciso questionar em estar só!
São teus os meus caminhos que trilhamos,
Por que então as estrelas viram pó?
Não me respondas agora, pois brilhamos!
                                VI
Olhos que me observam em cristais líquidos,
Mãos que se mouseam pela tela, rotas…
Por ter no teu querer um amor tão vívido,
Digitas calma, e em minh’alma brotas!
                               VII
Por ser perplexo, vou questionando tudo,
Virar o mundo
ante tua presença,
Não poder haver conversa boa no mundo,
Que supere teus beijos e me convença!

(Jan: 05, 2008)

Uma resposta to “Oceanos Vitrais I”

  1. I
    Cascalho de rio eu me sinto,
    Ante tua presença, gigante de pedra!
    De miha pequenez, por vezes, me ressinto,
    És tu a grande muralha di petra
    (Muralha de Adriano)

    II
    Se brilho, não é brilho próprio,
    Meu caro!
    Somente reluzo por ti,
    Sou qual Lua (mero satélite)
    Enquanto tu é o Astro-Sol
    (meu rei)
    III

    Se dedicas a mim pensamentos,
    À ti dedico meus sonhos,
    Se me deixas sós, simplesmente choro,
    Sou dama sensível, querido
    (por favor…)
    É preciso que regues a flor

    IV
    Meu brilho não é natural,
    Brilho qual farol para te indicar o caminho
    Mas creio que antes disso será preciso
    Que te presentei astrolábios, bússolas e mapas,
    E fico a pensar: chegará ele?
    (Qual!!!)
    V

    Solidão em Macondo é regra,
    Nem preciso é questionar,
    Se teus caminhos são meus
    (e os meus são teus)
    Desconheço…
    Vagamos pela vida
    Ó anônimo rapaz!

    VI
    Te observo, te busco, te caço,
    Invado recantos, invado lugares
    Se te busco, não critiques,
    Antes me buscastes
    Ou esquecestes da Ilha,
    Homem mordaz ?!

    VII
    Tua perplexidade não compartilho,
    Se queres respostas,
    Basta que perguntes,
    Responderei à todas, baixinho
    Conversa boa,
    Pequenos sussurros!
    Quem sabe te convença…
    ::::::::::::::::::::::::::::::::::
    🙂

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