Oceanos Vitrais II
Mare Nostrum
I
A tarde vai descendo como mistérios,
Iguais teus olhos quando querem seguir,
Vou caminhando pelos carinhos sérios,
quando te revelas, tenho que partir…
II
nas areias sou fragmentos sem cor,
a águas vão arrastando qualquer um,
depois retornam oferecendo dor,
fragmentando-me por ser tão comum!
III
Pensava eu ser um gigante guerreiro,
E pelo mundo inteiro buscar teu rosto!
Mas vi que há muitos vales estreitos,
Que me deixam covarde em me desgosto!
IV
Damascos colhi para fazer licores,
Preparei festas, com músicos distantes,
Tentei cobrir teu leito com alfajôres,
E dançarmos feito jóias, diamantes!
V
Que me perdoem todos os sheiks árabes ,
Mas eu roubei camelos, ouros e tendas…
Quero te dar muitos amigos em ágapes,
Pelo nosso amor, eu quero que me entendas!
VI
Pelas areias, pelas tuas pegadas,
Só o sofrer pode estar nas poesias…
Eu tinha sede e fui até Granada,
Eu me perdi no mundo, e tu sabias…
VII
Que as tuas mãos se estendam para mim,
Convidando-me tão longe a beijar,
Mediterrâneos encharcam meus caminhos,
Caravanas sabem que eu vou te encontrar!
(Jan: 06, 2008)
10 de janeiro de 2008 às 02:26
I
A tarde finda, que tristeza!
Mais uma noite, sozinha, sem ti!
Meus olhos te seguem,
(me miséria)
Migalhas de amor,
Ver-te assim, dos meus sonhos fugir
II
Sou um grão de areia,
Jogado no monturo,
Quem poderá me notar?
Se ele me nota, desfaleço
Quanto emoção consegue ele despertar!
III
Tu és o (meu) Quixote querido?
Alguma resposta podes me dar?
Conheço teu rosto agora,
Não fujas!
Até nos vales estreitos
Hei de te buscar!
IV
Beba meu vinho,
Deixe tais licores…
A festa eu meu reino é mais doce,
Sem nada (músicos, menestreis ou bobos a atrapalhar)
Somente dois amantes a se amar!
V
Meu nome vem de tais terras,
Mas sheiks não me conheceram jamais!
(De haréns passei a largo)
Sou livre para amar quem eu quero,
Sem grilhões (ou eunucos) a me aprisionar
Que me perdoem todos os sheiks árabes ,
Mas eu roubei camelos, ouros e tendas…
Se queres me presentear,
Presentei-me realizando meus sonhos,
Só entenderei se assim o fizer,
O sonho de toda mulher é amar.
VI
Caminho sozinha há tempos,
Sem cavalheiro algum a me acompanhar,
Os que encontro são plebeus covardes,
Que ignoram sentimentos,
Só fazem magoar.
VII
Meus braços abertos à espera,
Convido-te a chegar,
Encontres comigo as delícias do amor,
Por certo não o deixarei jamais
À teus recantos retornar
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😉