Oceanos Vitrais IV
Básico Instinto
I
Ventavam os mares! Gritavam os barcos!
Gigantes se levantavam alvoroçados…
Tinha apenas uma flecha e um arco,
De repente, tombavam os desalmados…
II
Por todos os lugares eu te ouvia,
Como ventos fortes que arrastam tendas…
Conquistei sozinho todas as colinas…
E eu só te peço que me compreendas!
III
Senti-me gigante enfrentando bárbaros,
Naveguei planetas sendo o teu espaço,
Caminhei todos os dias nos teus sábados…
Então compreendi o que é um abraço!
IV
Revolto meu amor todas as galés,
Querendo ser uma pedra lapidada
Exposta no chão a contemplar teus pés….
Acariciando assim tuas pegadas…
V
Não basta ter um sonho, senão lutar.
As profundezas são pra todos os mares,
Os lugares são para se conquistar,
Do que vale teu amor senão me amares!
VI
Fiz viver Alexandria nos teus livros,
E acabei preso em uma estante,
Um tanto quanto morto, um tanto vivo…
Mas jamais te esqueci um só instante!
VII
Fui contratar ourives da Macedônia,
contratei do alto Líbano, artífices,
trouxe vitórias-régias da Amazônia,
Esculpir-te (em) vitrais! Da vida exige-se!(Jan: 08, 2008)
10 de janeiro de 2008 às 02:54
I
Passeei por mares,
Andem por praias,
Vasculhei desertos,
Em busca de um amor,
Em busca de um alento,
II
O que eu ouvia?
Sussurros, ecos,
Chorava eu com maestria,
Dancei na chuva
(mas não com a alegria de Geene)
Lágrimas salgadas desciam por meu rosto,
Quisera eu um Fred a dançar comigo!
III
Senti-me pequena, tristonha, abandonada,
Não tenho eu um amor para me abraçar!
Um certo menino me abandonou,
Posso eu outro conquistar?
IV
Mar revolto, meu peito a farfalhar,
Doa a quem doer, vou encontrar…
Lápides não, Fui lapidada!
Acaricie meus pés, não minhas pegadas!
V
Sonhos não doem, pesadelos o fazem
Se lutares por eles, podes conquistar.
Mas de sonhos estou farta, querido,
Já sonhei, lutei, perdi…
Agora não sou eu quem vai para a guerra,
Lutar…
Se me amares,
Poderia eu recusar?
(se recusa um amor, um gostar?)
Qual mulher que, sendo amada,
Não ama? Posso perguntar?
VI
Renovastes minhas esperanças,
Refizestes minhas crenças,
Acordastes meus amores,
Fiz viver Alexandria nos teus livros,
Se és livro, compartilhamos a mesma estante..
(se queres ser amado, pare e pense um só instante)
VII
Não tragas presentes,
Não tenho eu etiqueta de preço,
Só quero um coração e sonhos,
O primeiro para galopar com o meu,
O segundo, para compartilharmos,
Vitrais? Não é pela janela que quero te olhar!
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😉