Palavras Úmidas
By Fátima Tardelli – in Oceanos Vitrais I
I
Cascalho de rio eu me sinto,
Ante tua presença, gigante de pedra!
De minha pequenez, por vezes, me ressinto,
És tu a grande muralha di petra
(Muralha de Adriano)
II
Se brilho, não é brilho próprio,
Meu caro!
Somente reluzo por ti,
Sou qual Lua (mero satélite)
Enquanto tu é o Astro-Sol
(meu rei)
III
Se dedicas a mim pensamentos,
À ti dedico meus sonhos,
Se me deixas sós, simplesmente choro,
Sou dama sensível, querido
(por favor…)
É preciso que regues a flor
IV
Meu brilho não é natural,
Brilho qual farol para te indicar o caminho
Mas creio que antes disso será preciso
Que te presenteei astrolábios, bússolas e mapas,
E fico a pensar: chegará ele?
(Qual!!!)
V
Solidão em Macondo é regra,
Nem preciso é questionar,
Se teus caminhos são meus
(e os meus são teus)
Desconheço…
Vagamos pela vida
Ó anônimo rapaz!
VI
Te observo, te busco, te caço,
Invado recantos, invado lugares
Se te busco, não critiques,
Antes me buscastes
Ou esquecestes da Ilha,
Homem mordaz ?!
VII
Tua perplexidade não compartilho,
Se queres respostas,
Basta que perguntes,
Responderei à todas, baixinho
Conversa boa,
Pequenos sussurros!
Quem sabe te convença…
(Jan: 10, 2008)
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