Frases, Amores e Sinais

Cedilha, amada Cedilha!
Reticenciamos os nossos quereres…
Penitenciamos a espera do querer…
Nossas interjeições ficaram no silêncio…
Reticenciamos apenas!
Poematizamos nossos escritos
em páginas recicladas:

Poemas agressivos!
Poemas evasivos!
Poemas indolentes!
Poemas de repúdio!
Poemas virgularizadas!
Poemas reticentes!
Poemas indigentes!
Poemas eruditos!
Poemas malditos!
Poemas?

Colocastes aspas em mim
Coloquei aspas em ti…
Eram nossos falares,
Nossos pensares!
Nossas aspas entre aspas!
Um de nós entre parêntesis!
Ou nós dois?

Enquanto te cobria de colchetes,
Deixavas-me entre chaves!

E nossos hics?
(…)
quantos?
(…)
muitos?
(…)

Criamos nossos próprios asteriscos!
Sem riscos!
Ariscos?

Teus parágrafos, ah! Teus parágrafos!
Quantas sentenças me destes?!

Interrogativamente, o que queres que eu diga?
Que estou letrado por ti?
Que barra estou enfrentando?
Sabes que eu não quero te perder!
Se te copio, control C!
Se te colo, control V!
Se não me queres, control X!

Salva?
Salva como?

Qualquer nome!

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Quando colocaremos nossos pingos nos is?

Cedilha, indignada
Não fraseou mais nada,
Encheu-me de interrogações,
Perdidas exclamações…

… e ponto final!

Não tive outra saída senão
Sair!

(Jan: 14, 2008)

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