Curar-te como?
Curar-te como?
és a própria cura!!!
Me procuras???
Luna de meus dias…
Sol de minhas noites…
Curar-te como?
Deste-me um pouquinho
do estar sozinho,
destes frios caminhos
quais trilhos pela tua luz…
Curar-te como?
És as minhas 4 estações de Vivaldi,
fico a te observar pela minha janela,
os cirros que transmutam nosso emblemas…
pelas varandas, sinto a brisa
das ruas ervas….
Curar-te como?
Reconcilio-me com minhas distâncias,
espectro fico a murmurar insanas músicas,
delírios em chás verdes me afogam,
gotas de orvalho em minha face
desmaiam por ser covarde simplesmente!!
Curar-te como?
Se és de tudo que escrevi
o elo que parti dessas algemas incuráveis
insensíveis,
impossíveis de eu somente eu rompê-las…
Curar-te como?
Juro-te não haverá mais brigas,
estonteantemente tuas palavras
me avisam pra curar-te…
Com palavras?
Com segredos?
Com distâncias?
Com medievos sonhos poéticos?
Sou um mortal que persiste em trair a morte
com sonetos, poesias…
Não andeis assim,
Retornes com o teu fulgor real,
retires do âmago o torpor da ânsia!!!
Curar-te como?
Mostras-te me o cálice do estusisasmo,
transbordastes em mim a realeza
de não me sentir mais mortal,
e sim, imortal…
que procura imortalizar os belos
momentos que passeamos juntos
pelas nossas calçadas.
Estendo-te meu travesseiro,
aliás, as minhas mãos!!!
(Jan: 21, 2008)
21 de janeiro de 2008 às 18:16
Emoção é o termômetro que mede um poema. E quando o coração sorri no final da leitura e a alma dança em festa, tenha certeza de que estás diante de um conjunto harmonioso de palavras que traduzem o espírito dos sonhos em nuvens etéreas. A poesia se faz a partir dos sentimentos e através das hábeis mãos de um escritor de codinome Poeta.
Amo sempre o que escreves.
Abraço apertado.
22 de janeiro de 2008 às 00:40
Gostei de muitos dos seus poemas, professor, e voltarei para ler outros, mas este me falou de modo especial: tem uma ânsia nele que faz as palavras vibrarem com fluidez rítmica, ampliando a sua força afetiva. Acompanhei angustiada o desfecho dessa tentativa de cura, pois como curar o que dá vida? A entrega parece inevitável, não é possível deixar de estender as mãos, ou o travesseiro, perante o desejo de apaziguar a ansiedade criadora, que proporciona grande vivacidade. A solução é ceder a ela, tentar estabelecer alguma união. Achei lindo.
Abraço!
22 de janeiro de 2008 às 10:53
Suas palavras neste poema, ora desesperado, soam como música ao meu coração. Como sempre suas palavras emocionam!
Bjus, Aline