Poema Amargurado de Um Querer Distante – II

II – As Armadilhas

Saudade! O que fizeste para mim?
Trouxeste-me tristezas p’ra plantar
Num campo desgostoso de alecrim?
Ou queres minh’alma sepultar?

O amargo desses dias eu bebi
Enclausurado sofre com essa dor
Pedinte de alegrias me perdi
No âmago do injusto predador!

Bem antes de encontrar minha tristeza
Sonhei tão torturado neste palco,
À sombra d’um algoz o vulto morte incauto…

Sofreras meu sofrer em minha mesa
Com luto corte amargo se desfaz
Na armadilha finda minha paz!

(Abr: 14. 1980)

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