Poema da Sustentação – III
III – As Propostas
Meus lábios vão amordaçando público
Tentando beijos longos numa festa
Todo o silêncio nos tornando únicos
E nesta minha vida, teu amor!
Longe de tudo e também do ontem
Na busca incansável de buscar
Meu desespero peço que desconte
E em teus braços quero descansar!
Me maltratei por ter sonhado sonhos
Sumindo assim sem me lembrar de ti
Migalhas, tenho tantas que proponho
Unirmos tudo, antes, de partir!
Se resta um pouco de fiel no doce
A imagem se distorce no espelho
As mãos tremiam juras que não trouxe
O medo impera ante o desespero!
(Jan: 29, 1981)
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