Poema da Sustentação – IV
IV – As Pedras Atiradas
Dissolvo as palavras neste ato
Comendo silab’as minhas razões
Um grito em muitos fez-me um teatro
A me perder entre as multidões!
Às vezes quando olho minha foto
Envelhecendo apenas o papel
E no meu rosto tua imagem noto
Que os nossos sonhos foram tudo ao léu!
Ah! Se voltasse em mim a tua imagem
E acabasse com a impiedosa ida
Nós dançaríamos numa viagem
A volta ao mundo pelas nossas vidas!
Haviam sombras nas janelas tuas
Quando uma pedra atirei contente
Uma mensagem com palavras nuas
A despertar a esse amor dormente!
(Fev: 17, 1981)
12 de novembro de 2010 às 15:19
QUE LINDO MUITO BOM
23 de agosto de 2011 às 10:21
Adorei este poema