Poema da Sustentação – VII
VII – As Lembranças
Minha boca sente a sede de te ver
Com chama de arder quem chama
Descompassado o coração de leigo
No leito eterno de tua companhia!
Já vejo a hora de partir sem sol
Repousando no poente e pó
Bastava vir meus olhos no horizonte
Serem fisgados por outros anzóis!
E sono é tão resplandecente agora
Que vou soluçando no engatilhar visagem
Não há uma solução que te infinite hoje
Meu vulto deita e não levante mais
Pudera eu voltar aquele encontro
Que ontem se tornou lembranças
Desmaio num olhar que cega
E finda um aperto de mão!
(Mai: 30, 1981)
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