to Brenda
Brisas de outono
Riscam vidraças,
E pela janela
Notei que você me olhava!
Deu um aceno pelos vidros…
Agora, onde estão as brisas?
(Fev: 09, 2008)
to Brenda
Brisas de outono
Riscam vidraças,
E pela janela
Notei que você me olhava!
Deu um aceno pelos vidros…
Agora, onde estão as brisas?
(Fev: 09, 2008)
Construímos nossos temas lado a lado
Objetivando sustentar nossos andaimes
Na necessidade…
Venho, conheço vários caminhos,
Vozes caladas!
Vozes vorazes!
E há quem reclame?
Sempre colocamo-nos à prova!
Questionando e sem respostas…
Corpo, luz, gestos e saídas!
E os resultados?
E os exames?
Não temo ficar só?
Nem temo sofrer a busca?
Só temo morrer perdido
Num coração que me estranhe!
Solfejei meus gritos insanos,
Nas galerias, esgotos e praças…
Quem poderia chamar-me?
Que exclame!
Quem se perdeu em videiras?
Champagnes?
Quem requer o amor?
Que conclame!
Eu te amei insanamente em teclados…
Que tu então, me pianes!
(Dez: 19, 2007)
I
Por que vaguei em tantos caminhos
Resgatando um retorno?
Inventei verbos!
Moldei teus lábios em sinfonias…
Arremessei palavras em corredores…
Em varandas, em calçadas…
Retornos???
Ando em busco de um!
II
Vivenciei ausências,
E entre tantos fatores,
Revelaram-se perfumes e versos,
Amores e paixões,
Olhares e razões!
III
O teu perfume está em minhas mãos…
Uma noite apenas, te peço!
Te peço porque exalam-se saudades…
Ontem me encontrei pensando em ti!
Noites que guardamos em segredo…
Ontem te encontrei pensando em mim!
IV
Inventei sílabas!
Nuanças dos teus lábios,
Viam-me poeta e escriba insano,
Entre todos os versos,
Riquezas encontrei…
Naturalmente encontrei,
Olhando tua escultura frágil de mulher felina!
(Fev: 07, 2008)
Vivaldi Four Seasons played by Anne-Sophie Mutter:
Rostos de Mulher:
Antonio Vivaldi La Primavera Four Seasons – versão 1:
versão 2:

Pensastes sair
Querendo vingar
O meu grande amor!
Calastes a voz
Prendendo meu grito
Numa solidão!
Sentidos pequenos
Calaram teus gestos
Por ter um ciúme!
Medidas extremas
Tomadas sem rumo
Perdemos nós dois!
Retratos e agendas
Ficaram guardados
No canto do quarto!
Quem sabe os bolores
Trarão um final
Naquilo que fomos!
Quem sabe um dia
Tenhamos razão
De viver u’amor!
(Jul: 16,2006)
O amor te cobre de brilhos e quimeras!
Quimeras que enaltecem tu’alma singular…
Um dia, quiçá! Encontres-me ao teu lado,
Enquanto me cobrires de esperança!
Estejas bem tranqüila, mulher de todo encanto,
Unindo tuas palavras às minhas…
Eu estarei te servindo infinitos,
Sublimando todos os porquês…
Tratei das carências alheias!
Outorguei minhas necessidades plenas,
Universalizando teus quereres!
Forcei o tempo!
Agonizei nas palavras meu grito…
Zombei da solidão, vagando pelo quarto!
Enganei os fatos, simplesmente!!!
Nada questionei…
Duvidei de muitas questões…
Ouvi como resultado: o meu próprio silêncio!
Ando em silêncio, mesmo assim… reflexivo!
Quase me prendi em passados engavetados!
Universalizei-te mulher!
Incrivelmente, universalizei-te!
(Fev: 02, 2008)