Arquivo para fevereiro, 2008

Vale dos Ateus: em busca de um retorno amor! – VII

Posted in 00 Livressílabos, Poemas, Poesia on 6 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

VII – Meu Preço

Cavas minhas covas,
Que me pertencem?
Não tenho a terra,
Não tenho enxadas,
Não tenho grades…
Somente enchentes…

Temo o calor de tuas palavras,
Pedra que te procurei pedra,
Apodreci no leito teu,
E me embriaguei no teu leite!
Ah! Quão belo é o teu corpo,
E quando nos amamos,
Quanto tempo faz?

Quase todos os meus objetos me conhecem,
E nem uma página sei dos teus objetos…
Meus presságios se engaiolam
E me exalo em desculpas
E me exilo em mentiras,
E me asilo em recalques…

Ator que rebeldia meu guardião latente,
Faz-te contente por não sentir o que sinto
O que sinto por não te sentir…

Afasto-me por lugares e amplitudes serenas,
Em busca da ilha orgânica do basta!
Tecendo as velas do naufrágio breu,
Na angústia braçal de escapar ileso,
As farpas que abraçam os meus céus
Que um dia se tornaram a referencia
Do teu entusiasmo,…

Tudo recomeça,
Eu sei que tudo recomeça,
Eu sei quem eu sou,
Mas infelizmente não me destes a chance
De te conhecer melhor!

Enclausuro aqui minhas palavras!
Esse é o meu preço!!!

(Fev: 05, 2004)

Conjugações: Um Gesto Eterno do Amor! – I

Posted in Crônicas, Poesia on 1 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

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I – A Escultura de Mulher

Ah! Mulher e musa minha
Que és vida consciente de mulher!
O centro universal das paixões!
Tuas palavras são alimento abençoado e divino!
Surgistes para dar o significado
Aos signos!

A todo instante és refletida
Pelos mais nobres de espírito
Que sonham com tua maneira
De ser e de agir!
E pela vida, vida inteira…
Vão brincando
Vão colhendo dos quintais dos sonhos
As maçãs maduras…
E tu vais te arborizando
Na plenitude do querer!

Chorastes muitas vezes,
Na vigília do pequeno quarto
Com passos responsáveis
De ser única mulher presente!
Com as mãos que cobriam
Os choros sem motivos aparentes!

Os passos desequilibrados
Apoiado por um passo firme…
Senhora que percorre muitas histórias,
Esculpida em minha alma!

No engatilhar de palavras novas
E meus colírios sentimentais
Começam a percorrer minha face…

(Jul: 13, 1999)

Conjugações: Um Gesto Eterno do Amor! – II

Posted in Crônicas, Poemas, Poesia on 1 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

II – A Autoridade de Mulher

És o vulto etéreo da pacificação!
És ignorante no ódio e na dor!
E sabes fechar
Com façanha
O tempo nublado…
Proteges-me com sapiência!
Sabes parir!
Sabes parar!
Sabes dar prazer…

Não tenho símbolos,
Por que tu és!

Nômade cigana
Em tendas infantis…
Mostras-te feliz no aconchego,
No colo,
No solo de mulher!
És um país sem fronteiras…
És inteira corpo e alma…
És Vida!
És Temas!
És Poemas!
És Revelações!
Minhas razões,
Meus caminhos!
Ordenastes que os clarins
Se silenciassem,
Pois meu choro se fez cantiga!

(Ago: 27, 1999)

Conjugações: Um Gesto Eterno do Amor! – III

Posted in Crônicas, Poemas, Poesia on 1 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

III – A Importância da Mulher

Quero chorar com teu choro
Na música tocante da vida!
Luz ofuscante nas guaridas,
Minha sede se cede
Em teus lábios!
Mulher, Senhora,
Musa das mudas.
De tantos momentos febris
Que se atiravam como pedras
Num rio,
Amparastes-me!

Claridade sublime que me faz
Ter ciúmes do aroma de tua geração!

É mal-dizer com palavras
E símbolos que este tatuar
Frágil de mulher
Um dia terás que ir…
E não vais mais parir…
E então irás parar o tempo…

Irá continuar tua fragrância
Em minha pele,
E a cada dia um ressurgir
De imagens!

O cheiro das manhãs
Me dão saudades,
Porque não retribuo
O quão és importante para mim!
És o meu Pão!
És o meu Vinho!

(Out: 08, 1999)

Conjugações: Um Gesto Eterno do Amor! – IV

Posted in Crônicas, Poemas, Poesia on 1 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

IV – A Fonte de Mulher

Queria apenas
Dar-te um abraço improvisado!
Avisar aos pássaros
Que fossem mais líricos do que são!
E que os lírios selvagens
Se revestissem de brandura,
Espalhando o pólen privilegiado
Em teus pés!

E que as rosas
Cedessem seu aroma

E que os riachos,
Num ballet aquático,
Deixassem banhar teu corpo,
Num batismo erudito de mulher!

E que o tempo se abrisse,
Para com olhos nus,
O sol solasse um lugar,
Como fonte,
Como fundo de tua luz!

E tu me chamas,
Chamas-me…
De Amor!

Não permitirei que as dores,
Que a solidão,
Que a tristeza,
Abalem-te!

Eu direi, não!

(Nov: 26, 1999)