
(À Profª Rosa Maria)
I
Me diga o que posso fazer
pra ver uma criança sorrir?
pra ter uma canção e dançar?
pra fazer amigos e cantar?
nós sempre fomos assim…
II
Me diga o que posso fazer
Se os homens só pensam em si…
se a fome um dia vai acabar?
Só quero poder ajudar!
nós sempre fomos assim…
III
Me diga o que posso fazer
se as árvores não respiram mais…
se o luto recai sobre os inocentes…
se a verdade tornou-se indolente!
nós sempre fomos assim?
IV
Me diga o que posso fazer
se as armas detém o poder…
se as bombas destroçam jardins
e as crianças só pedem por seus pais!
nós sempre fomos assim…
V
Me diga o que posso fazer
se as poesias não mais exclamam…
se minha leitura é tão cega…
se meu caráter me nega…
nós sempre fomos assim…
VI
Me diga o que posso fazer
se o tempo se esgota na história…
se a família ficou no passado…
se os valores nos deixam de lado!
nós sempre fomos assim…
VII
Me diga o que posso fazer
para um mundo modificar
tecer calçadas de glórias,
poder escrever nossa história!
nós sempre fomos assim?
VIII
Me diga o que posso fazer
se o mundo se explode em pecados…
as dores que trazes é de parto…
nós sempre fomos assim…
IX
Me diga o que posso fazer
pra um dia acordar sossegado
e ver muitos lírios no campo…
e novos amigos e um canto,
milhares de livros de encanto!
nós sempre fomos assim?
X
Me diga o que posso fazer
pra tornar um mundo mais humano
eliminar diferenças e enganos,
e ver que no fundo somos iguais
nós sempre fomos assim…
XI
Me diga o que posso fazer
para que não fujas jamais,
e que todos te vejam importante
talvez sejamos iguais a Cervantes!
Amanhã seremos assim?
XII
Me diga o que posso fazer
pra que todos te possam entender…
que tu és o pleno poder,
que tu és a Magna PAZ!
(Mar: 25, 2008)
