Arquivo para 26 de março de 2008

Incompreensões

Posted in 00 Livressílabos, Crônicas, Poemas, Poesia on 26 de março de 2008 by Prof Gasparetto

 

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(by Salvador Dali)

 

(À Profª Rosa Maria)

I
Me diga o que posso fazer
pra ver uma criança sorrir?
pra ter uma canção e dançar?
pra fazer amigos e cantar?
nós sempre fomos assim…

II
Me diga o que posso fazer
Se os homens só pensam em si…
se a fome um dia vai acabar?
Só quero poder ajudar!
nós sempre fomos assim…

III
Me diga o que posso fazer
se as árvores não respiram mais…
se o luto recai sobre os inocentes…
se a verdade tornou-se indolente!
nós sempre fomos assim?

IV
Me diga o que posso fazer
se as armas detém o poder…
se as bombas destroçam jardins
e as crianças só pedem por seus pais!
nós sempre fomos assim…

V
Me diga o que posso fazer
se as poesias não mais exclamam…
se minha leitura é tão cega…
se meu caráter me nega…
nós sempre fomos assim…

VI
Me diga o que posso fazer
se o tempo se esgota na história…
se a família ficou no passado…
se os valores nos deixam de lado!
nós sempre fomos assim…

VII
Me diga o que posso fazer
para um mundo modificar
tecer calçadas de glórias,
poder escrever nossa história!
nós sempre fomos assim?

VIII
Me diga o que posso fazer
se o mundo se explode em pecados…
as dores que trazes é de parto…
nós sempre fomos assim…

IX
Me diga o que posso fazer
pra um dia acordar sossegado
e ver muitos lírios no campo…
e novos amigos e um canto,
milhares de livros de encanto!
nós sempre fomos assim?

X
Me diga o que posso fazer
pra tornar um mundo mais humano
eliminar diferenças e enganos,
e ver que no fundo somos iguais
nós sempre fomos assim…

XI
Me diga o que posso fazer
para que não fujas jamais,
e que todos te vejam importante
talvez sejamos iguais a Cervantes!
Amanhã seremos assim?

XII
Me diga o que posso fazer
pra que todos te possam entender…
que tu és o pleno poder,
que tu és a Magna PAZ!

 

(Mar: 25, 2008)

Inconseqüentemente

Posted in 00 Livressílabos, Crônicas, Poemas, Poesia on 26 de março de 2008 by Prof Gasparetto
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(by Salvador Dali)

O que me entristece nesta terra
é que te depreciam,
te aliciam…
é que te prostituem,
te negociam!

e tudo acaba em guerra!

E não sabem estes pobres homens
que tu és vaidosa,
que preservas o meio ambiente!

É de intocável beleza,
de indecifrável glamour!

Porém são negligentes,
são inconseqüentes
se dizem inteligentes,
a aparentam ser!

E quando tudo está tranqüilo,
eles te assustam…
e tu somes!

Áh! Esses homens com seus sonhos estúpidos…
Áh! Esse mundo ingrato…
Em teu nome fazem de tudo!
E para te conquistar fazem acordos,
fazem contratos, fazem tratados!

Estou me sentindo indigente!
Estamos nos sentindo assim?

Famílias inteiras clamam por seus pais!
E o mundo?
Quando enfim te entenderem,
espero que não seja tarde…
talvez os homens se tornarão sábios
e menos incompreensíveis…

E te pergunto uma vez mais:
Onde tu te escondes, oh! PAZ?

(Mar: 26, 2008)