Ciúmes Vitrinais

Cidades tão perdidas…
Haverá quem as encontre?
Urbanizadas e violentadas
Vozes zombam pelas madrugadas
As dores de um parto clandestino!

As sombras pelas multidões
Chuleiam a busca o prazer
Indivíduos cobrem-se de capuzes
Deitam-se em praças etílicas
Alimentam alguns pombos…

Não dizem que são cidadãos
Ainda que suas sombras vaguem…

Muitos sobem e se escondem
Inibem as galerias
Narcotizam-se de ciúmes vitrinais…
Haverá quem as encontre?
As dores ecoam pelos túneis…

Cidades tão perdidas!
Impérios fracassados
Dogmatizados de concretos
Aderem suas marcas em marquises
Dramatizam-se pelos fatos urbanos
Enquanto são despejadas!

Cidades tão perdidas!
Haverá quem as encontre?

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