Dragonesa

(photo by Renso Zevallos)
Teus olhos dragonesa
Dragam-me, me esmagam,
Engasgo olhos de paixão!
Teu ventre te queima em ritos
No cedro do musk ao sândalo
Nos versos olhos dragonesa…
Titilita entre os dentes
O fogo que te envolve,
Nas vírgulas sangüíneas
Das veias deste ébano
Marfinizado de desejos!
Teus olhos, sim, dragonesa…
O gama dos raios me filtra
E dos parapeitos que jogo ao solo
Os tijolos revestem teu piso,
Os jogos ficam soltos com teu piso,
Circunflexo atômico, diria!
Que se delta em minhas
Únicas trinta e três vértebras!
Tuas túnicas de tua razão dragonesa,
Queima nosso leito vertente!
Serpenteias, dragonesa!
Tira tua túnica tragicômica
E queima nosso leito animal!
Deixe um comentário