Arquivo para março, 2008

Inconseqüentemente

Posted in 00 Livressílabos, Crônicas, Poemas, Poesia on 26 de março de 2008 by Prof Gasparetto
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(by Salvador Dali)

O que me entristece nesta terra
é que te depreciam,
te aliciam…
é que te prostituem,
te negociam!

e tudo acaba em guerra!

E não sabem estes pobres homens
que tu és vaidosa,
que preservas o meio ambiente!

É de intocável beleza,
de indecifrável glamour!

Porém são negligentes,
são inconseqüentes
se dizem inteligentes,
a aparentam ser!

E quando tudo está tranqüilo,
eles te assustam…
e tu somes!

Áh! Esses homens com seus sonhos estúpidos…
Áh! Esse mundo ingrato…
Em teu nome fazem de tudo!
E para te conquistar fazem acordos,
fazem contratos, fazem tratados!

Estou me sentindo indigente!
Estamos nos sentindo assim?

Famílias inteiras clamam por seus pais!
E o mundo?
Quando enfim te entenderem,
espero que não seja tarde…
talvez os homens se tornarão sábios
e menos incompreensíveis…

E te pergunto uma vez mais:
Onde tu te escondes, oh! PAZ?

(Mar: 26, 2008)

Se ou não Se

Posted in Poemas, Poesia on 10 de março de 2008 by Prof Gasparetto
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(By Wladimir Kush)
Visitando O Porquê do SE

Se e Se e Se…
Sempre Será Se?
Se Sem Sentimento?
Se Sem Segredos?

Se e Se e Se…
Sempre Sê-lo?
Se Semiótico Semita?
Se Separado Secular

Se e Se e Se…
Se Sem Serenos
Se Sem Sentidos
Se Sem Semáforos?

Se e Se e Se…
Se Sem Sevilla
Se Sem Cedilha
Se Sem Serrilhas?

Se e Se e Se…
Sempre Se
Seja o que for
Se Semitonei em Ser?

Se Servimos Seres
Se Seguimos Seres
Se Sentimos…

(Mar: 10, 2008)

ROMA – Cidade Proibida

Posted in Crônicas, Poemas, Poesia on 8 de março de 2008 by Prof Gasparetto

Resposta de ROMA a AMOR: Decassílabo Inconsequente de Sentir

Love

by Rob Gonsalves

I – Ab initio

Fui à Roma te buscar,

Não te achei

Todas estradas percorri,

Que meus pés machuquei!

A modorra me tomou,

Descansei

E à sombra duma árvore,

Meditei

É um fantasma que eu busco?

<perguntei>

Sob o crepúsculo em que estava,

Gritei:

“Onde estás, meu amado?”

<matutei>

A lisura de teu intento,

Contestei:

Me cortejas; me abandonas,

Bem o sei,

II – In meso

Percorrendo desfiladeiros,

Descobri teu paradeiro:

Sob Pinhais tu te escondes!

À meus chamados, não respondes!

< ne verbum quidem >

Mas o sol nasce e se põe,

Sob meus domínios,

Enquanto amada, sou doce,

Se desprezada: açoites!

Em breve meus criados,

Obrigarão-te a apresentar-te

Clamarás misericórdia,

Eventual indulto?

No tempo certo, decidirei!

III – In finitu

O salário da desídia é a morte,

Melhor que queiras tu ficar a meu lado!

Ad summam:

Per dolum: me deixastes,

Per litteras: te chamei,

Per contra: caminhastes,

Per lundum: ameacei,

Per semper: te quererei,

Per tempus: te terei!

VARANDAS

Posted in Crônicas, Poemas, Poesia on 8 de março de 2008 by Prof Gasparetto

visitando Libertas in Palavras Sem Sentido.

Tearful Encounter

(by Rob Gonsalves)

I
Semeei teus cantos
seguindo-te em pegadas…
teu cheiro em cio
nos ventos me cativam em cativeiros!
Rolo pelas pedras
olho aos graus no horizonte perpetuum
e nos perdemos em pedaços!

II
Semeei teus beijos
molhando-te em madrugadas
o suor tomara conta da noite em claro
suspiros e calmarias…
fomos esculpidos somente
em porões, em abrigos
e nos perdemos em pecados!

III
semeei teus olhares
chorando-te como foz!
a brusca correnteza de lágrimas
espargiam em nossos corpos
a passagem pela batalhas rústicas
que em nossas camas travamos,
e nos perdemos pelos atos!

IV
Semeei teus orgamos
num cântico lúdico de varandas
o gosto do beijo em meio às brisas
descrevem sutilmente um raro prazer
que fragmenta saudade
que infelizmente um dia virá,
e nos perdemos em metades!

V
Semeei teus lábios
amando-te tão proibido forasteiro
os corações retumbam loucos
marchas de aventuras muitas
na coleção insana de um virtuoso amor
e nos perdemos por inteiro!

VI
Semeei em tua boca
todo o meu sêmen de história musa
e a descansar sobre teu éden
os músculos exaustos de uma dança,
num colo aos seios bebo-te infinitamente
e nos perdemos em extasia!

VII
Semeei em teu belo corpo
minha escultura antropos de ser
frisando teus jardins em meus olhares
e os teus gemidos em minha boca
procurando-te envaidecido gestos
e nos perdemos tão ilhados!

VIII
Semeei em tua história
toda minha força e cultura de milícia
sementes tão guardadas pelo tempo
criando sulcos filosóficos em teu coração,
num pensamento em te colher feito esposa minha
e me perdi, infelizmente, em algum templo pagão!

(Mar: 08, 2008)

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“…às vezes fico a vigiar o meu portão, para ver se alguma carta tua está a murmurar o meu nome!” (in Lâminas de Escribas)
Dom Gaspar I

Identidades

Posted in 10 Decassílabos, Poemas, Poesia on 1 de março de 2008 by Prof Gasparetto
Tea Time by Rob Gonsalves

Saudades inda trago grande amor!
Espero avaliar todo o passado
Querendo te buscar seja onde for…
Problemas te causei apaixonado!

Preciso conquistar mea verdade
E nela encontrar um só futuro…
A solidão perdeu identidades
E dois amores se tornaram puros!

Vaidades que furtei tinham sentido.
Num tempo que me fiz só de ilusão,
Resgato nos princípios toda calma…

Valendo do amor envaidecido,
Os vales que assombram o coração…
Então podemos ser uma só alma!

(Abr: 09, 2007)