Arquivo para 12 de junho de 2008

Espelhos Invertidos VII

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 12 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

VII – Oh Luj! (o jogo)

Juntos partilhamos um êxtase singular!
Úmidos sentidos, úmidas razões…
Lavamos nossa alma em champagnes…
Hospedamos no amor nossos sussurros!
Ousamos em público um beijo!

É o incenso delirante dos Nirvanas…
És o agreste fulminante que povoa a sapiência…
És o orvalho das varandas que invadem o meu quarto…
És o partilhar de açúcares de beijos em minha boca…
És a escultura da mulher que emana do saber…
És a musa cristalina da razão…
És o cheque-mate…

Que marcou em mim
Um entregar de peças
Num tabuleiro do ter ou não ter!

(Jan: 08, 1987)

Espelhos Invertidos VI

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 12 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

VI – Oh Nuj! (a contagem)

Jejuamos juntos as maçãs…
Umedecendo o plexo solar de prazer…
Nossos convidados aplaudiram,
Horas à fio, sem se cansarem…
Ousamos um beijo inóspito em público!

És a minha matemática exata que calcula meus queres…
És a razão subconsciente que se apropria em triz…
És a dádiva do Nilo que te papira em gestos…
És o meu crescente fértil que me sustenta em vida…
És a minha insônia permanente a tatear na história…
És o transbordar de vinho rose que duas taças brindam…
És a nostalgia de um beijo grego…

Que marcou em mim
O ábaco das paixões
Incalculadas…

(Dez: 24, 1986)

Espelhos Invertidos V

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 12 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

(Art by B. Huffman, bruce-fantasy)

V – Oyam! (a sublimação)

Ministramos valsas singulares,
Atiçando o despertar do grande público!
Ironizamos num beijo um espetáculo,
Ousamos tecer um grand finale!

És o elixir que perpetua meu viver pirata…
És a sinfonia preste a nascer nos montes…
És a mulher de outono que choras tantas folhas…
És a crisálida liberta dos jardins secretos…
És o pingente de uma lágrima perdida em solidão…
És o oceano transbordante que inunda minha pela…
És a chuva de verões que se mesclam ao meu suor…
És um novo brotar de dia em minha cansada noite…
És a água potável que jorra de prazer sobre meu corpo…
És o diamante do meu reino sublimado em transição…
És o olhar tão sábio de esposa proprietária…
És minha morada tão sublime de amada-musa…
És o meu entender que me compreende no silêncio…
És minha garantia…

Que marcou em mim
Uma riqueza possessiva
De te amar em demasia…

(Dez: 13, 1986)

Espelhos Invertidos IV

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 12 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

(Art by almagnus.com, nile at assouan)

IV – Lyrba! (a leviandade)

As faces róseas dos amantes,
Brindavam em taças o amanhecer!
Recordo ainda que valseamos,
Inquietudes fomos para alguns,
Labirintites para outros!

És o calor que queima minha alma leviana…
És a pintura que se inibe na nudez dos muros…
És a próximo crônica que escrevo nos escuros…
És o poema de relevos em meu dizer profano…
És o iceberg clandestino que congela os mares que navego…
És o ouro que me causa tanta febre solitária…
És a cura de um amor enfermo…

Que marcou em mim
A cicatriz de um
Coração partido…

(Nov: 21, 1986)

Espelhos Invertidos III

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 12 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

(Art by almagnus.com, enfin libre)

III – Ocram! (a inocência)

Músculos exaustos de Chandon…
Aos lábios anestesiados de beijar…
Reticenciamo-nos nos suspiros…
Como pela primeira vez:
Ousamos novamente, no beijar!

És a tatuagem que tocou minha razão..
És a plenitude dos meus travesseiros de espuma…
És a descoberta de uma nova canção de Paganini…
És o gesto imaculado de se amar o infinito…
És a fuga dos sonetos descobertos por Camões…
É o único lampejo de desejo…

que marcou em mim
mergulhos de um amor teu,
tão inocente…

(Nov: 12, 1986)