Arquivo para junho, 2008

Espelhos Invertidos III

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia on 12 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

(Art by almagnus.com, enfin libre)

III – Ocram! (a inocência)

Músculos exaustos de Chandon…
Aos lábios anestesiados de beijar…
Reticenciamo-nos nos suspiros…
Como pela primeira vez:
Ousamos novamente, no beijar!

És a tatuagem que tocou minha razão..
És a plenitude dos meus travesseiros de espuma…
És a descoberta de uma nova canção de Paganini…
És o gesto imaculado de se amar o infinito…
És a fuga dos sonetos descobertos por Camões…
É o único lampejo de desejo…

que marcou em mim
mergulhos de um amor teu,
tão inocente…

(Nov: 12, 1986)

Persona non Grata (Naquela Casa Morreram Meus Sonhos)

Posted in 05 Pentassílabos, Pensamentos, Poemas, Poesia on 4 de junho de 2008 by Prof Gasparetto

(Art by Alan Ayets – Lady of Mystery)

Beijei muitos rostos
Não tinham um “quê”
Que fosse melhor!

Lembrei dos perfumes.
Vitrines e bares
Que nós conhecemos!

Tivemos amigos,
Jantares e festas,
Estamos tão sós!

Fizemos cafés,
Torradas, geléias,
Num quarto qualquer!

Rasgastes a foto
Sem ter a razão,
Sem ter um por quê!

As flores murcharam,
No vaso da sala,
Tão triste ficou!

O meu prejuízo
Foi ter revelado
Amores sinceros!

Não há mais motivos
De ler tuas cartas,
De ir caminhar!

Calçadas vazias,
Vizinhos felizes,
Metade se foi?

Em busca de algo
Que enchesse de amor?
O que é o amor?

Escrevo nas cartas
Que um dia vivi
Feliz ao teu lado!

Agora morri
Sem ter endereços
Num quarto alugado!

Espero qu’encontres,
Um amor de verdade
E tenhas razão!

Terás muitas flores,
Perfumes e cartas
De amantes talvez!

Amor não se compra,
Amor não se paga,
O mundo dá voltas!

E quando bateres,
Que era tua porta,
Talvez seja tarde!

No amor se perdoa,
No amor se acredita!
O amor se faz vida!

São portas fechadas,
São cartas no chão,
E sombra de flores!

Talvez a velhice,
Vai dar como prêmio,
Sentir solidão!

(Out: 15, 2007)