Arquivo para 29 de julho de 2008

Último Tributo ao Amor Perdido

Posted in _Stand By on 29 de julho de 2008 by Prof Gasparetto

Nas nossas palavras ficamos
Andando em sentidos opostos
Ouvimos saudades nos planos…

Queremos vingar nosso tempo
Usando nos gestos clamores
Enquanto vivermos distantes
Remendos de encontros vazios
Ousamos ficar em silêncio!

Meus atos nos deixam cativos…

Algemas de súplicas somos
Iremos prender nossos anos
Sementes que não vão brotar!

Pedimos perdão cara-à-cara
Ensaios de um texto décor
Registros de inúmeros planos
Sementes que não vão brotar!
Insensíveis fomos atores
Sabendo que o palco ruiu
Trouxemos em nossa bagagem
Imagens sem cores vermelhas
Reprises não voltam atrás!

Achamos por bem a distância…

Unimos o que nunca uniu
Medimos as nossas partidas

Agimos quais dois paleolíticos
Medindo instintos por vezes
Olhamos os rostos marcados
Rogamos não envelhecermos!

Queremos de novo as peles
Umedecermos os gestos…
Então só te resta parir!

Silêncios me deixam calado
Em todos os cantos paramos
Inesquecível sonhar!

Queridas manhãs de outono
Um dia pudemos podar
Enlaces de noites perpétuas!

É isso que busco em nós dois…

Poeiras e mares suspiram
Roteiros que engavetamos
Os poucos momentos de nós
Irritam as nossas presenças
Beldades de irônicas vozes
Impedem que amemos eternos
Ditamos no texto o falar
Olhamos em nós a crônica feita por um…

(Mar: 12, 2002)

Réplicas de um Adeus Indesejado

Posted in Acróstico Clássico, Poesia on 29 de julho de 2008 by Prof Gasparetto

Chove! E é muito forte!
Ouve-se no rádio no canto da sala
Mozart ritualizando nossos paços…
Ouve-se no rádio Mozart, sem canto!

Vi muitas chuvas
Ou eram lágrimas?
Umedeceram meus olhos os teus…

Diante desta chuva tão forte
Invado teus aposentos
Zero as nossas brigas
Evito as lembranças em preto e branco
Registradas no canto do espelho…

Queria não poder chamar tua atenção!
Uma vez que chovi de remorso
enquanto tu silenciavas minha partida!

Tudo tinha um propósito:
Encarcerarmo-nos em nosso um quarto e meio!

Antes da chuva
Muitas águas rolaram
Oraram e ficamos no silêncio somente!

Silêncio que nos trata em conta-gotas…
Espelhos? Fotos? Marcas de baton no corpo (no copo…)?

Neguei a chuva em teu rosto
Enxuguei as tempestades naquele copo!
Mergulhei no arrependimento!

Sou um pouco do silencio entre nós…
Estou em silêncio…
Imperdoavelmente estou aqui!

Olhares me perdem na saudade…

Queira não poder chamar tua atenção!
Uma vez que a chuva
Encontrou uma fresta em meu telhado!

Éh! Meus tormentos roubam tua paciência…

Antes da chuva
Meditei em tuas palavras:
“-Ainda que tu me abandones
Reservar-te-ei um perdão!”

Ouço Mozart!
Um dia te amei de verdade!

Ontem te amei com saudades!

Queria não poder chamar tua atenção!
Um dia te amei em noturnos meus…
Eu pensei que me amastes…

É! Os meus tormentos…

Ainda me amas???
Me respondas então:
Ouvimos ou não Mozart?
Retires então o que me sobra desta tormenta!

(Mar: 13, 2008)

Espelhos Invertidos II

Posted in Acróstico Inverso on 29 de julho de 2008 by Prof Gasparetto

II – Orie Revef! (a proibição)

Filosofamos entre taças de champagnes…
Entre frissons e olhares!
Vestimos nosso ato em palco…
Entregamo-nos nas noites: o suor!
Relevamo-nos nos dias: o calor!
Entregamo-nos e nos revelamos!
Impressionamos nossos convidados!
Retiramo-nos do meio do salão:
Outro beijo, outra ousadia!

És a estrada objetiva…
É o caminho dos amantes delirante…
És o cântico inevitável das paixões clandestinas…
És a revelação de um grande amor enclausurado…
És o esconderijo de manhãs do meu sigilo…
És a escultura mais perfeita de mulher…

Que marcou em mim
Entalhes de um amor brutal…