A árvore da esquina da tua casa
Frondosa e acolhedora!
Cravos e gerânios pela estrada
Quantas milhas minha amada caminhei em busca do teu leito
Retirastes dos caminhos os espinhos verdejantes que um dia pisei
E para o meu conforto, caímos no afronto matinal das discussões…
De leve veio a chuva de granizo e salpicou nossos telhados e gramados
Fomos telas de uma pintura inacabada
Sonhamos acordados sem sonos, sem sonhos…
Nossas enverdecidas de desejos, primou-nos do silencio verdejante das floreiras,
As folhas agitadas, sopravam gotas de orvalho pela janela…
Tremi por não saber tremer de alegria,
Gritei por não saber parar de gritar o teu nome
Eu tinha muitos dilemas e o que mais me encantava
Era a maneira de como sorriamos um para o outro sem saber do que!
Depois o perdi.
Lembro? Quem dera! Se eu nunca soube
O que ele era.
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