Joguei no passado tua face pálida
Fico a olhar minha face pálida na luz de uma manhã fria de inverno,
Sai em busca de respostas em maio ao cais e por uma e nefasta razão
Não via mais a esperança, nem a sombras dos espetáculos que roteiramos juntos…
Menos um dia
Menos uma esperança…
Ao meu coração, com pequenas caçoadas debulhas meu infinito amor misericordioso.
Não é real, e nem irreal o que tem que ser
Poderíamos usufruir as pétalas dos girassóis de Van Gogh
Riscar e arriscar em telas teu corpo, e me enaltecer de tinta rubra
E de epiderme lúgubre…
Esfinge serás…
Na minha ousadia de ser apenas quem amaldiçoa o ódio dos ímpares…
Dos descasados rebeldes…
Dos lugarejos apaixonados e baldios…
De um piano Bethovenissimo e sincero!
Há rumores que já te viram em cais alheios
Há rumos que velejastes e ficastes à deriva…
Vivo a naufragar no bulício das avenidas
(Agitação por grande quantidade de pessoas em movimento ou desordem.)
Acordo nas ruas perplexas do teu mundo
Não posso mais esperar que a tua esperança chegue até este ser varrido
As ruas acordam com meus passos
Para que esperar então?
Se tudo que me deixastes,
foi um punhado de sonhos bordados de ilusões!
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