Arquivo para 20 de dezembro de 2023

Evidências

Posted in Sem categoria on 20 de dezembro de 2023 by Prof Gasparetto

(Jose Augusto / Paulo Sérgio Valle)

Quando eu digo que deixei de te amar
É porque eu te amo
Quando eu digo que não quero mais você
É porque eu te quero
Eu tenho medo de te dar meu coração
E confessar que eu estou em tuas mãos
Mas não posso imaginar
O que vai ser de mim
Se eu te perder um dia

Eu me afasto e me defendo de você
Mas depois me entrego
Faço tipo, falo coisas que eu não sou
Mas depois eu nego
Mas a verdade
É que eu sou louco por você
E tenho medo de pensar em te perder
Eu preciso aceitar que não dá mais
Pra separar as nossas vidas

E nessa loucura de dizer que não te quero
Vou negando as aparências
Disfarçando as evidências
Mas pra que viver fingindo
Se eu não posso enganar meu coração?
Eu sei que te amo!

Chega de mentiras
De negar o meu desejo
Eu te quero mais que tudo
Eu preciso do seu beijo
Eu entrego a minha vida
Pra você fazer o que quiser de mim
Só quero ouvir você dizer que sim!

Diz que é verdade, que tem saudade
Que ainda você pensa muito em mim
Diz que é verdade, que tem saudade
Que ainda você quer viver pra mim

(Jose Augusto / Paulo Sérgio Valle)

Quem Me Levará Sou Eu

Posted in Sem categoria on 20 de dezembro de 2023 by Prof Gasparetto

(Canção de Dominguinhos)

Amigos a gente encontra
O mundo não é só aqui
Repare naquela estrada
Que distância nos levará

As coisas que eu tenho aqui
Na certa terei por lá
Segredos de um caminhão
Fronteiras por desvendar

Não diga que eu me perdi
Não mande me acompanhar
Cidades que eu nunca vi
São casas de braços a me agasalhar

Passar como passam os dias
Se o calendário acabar
Eu faço voltar o tempo outra vez, sim
Tudo outra vez a passar

Não diga que eu fiquei sozinho
Não mande alguém me acompanhar
Repare, a multidão precisa
De alguém mais alto a lhe guiar

Quem me levará sou eu
Quem regressará sou eu
Não diga que eu não levo a guia
De quem souber me amar

Quem me levará sou eu
Quem regressará sou eu
Não diga que eu não levo a guia
De quem souber me amar

Compositores: Jose Moraes / Alexandre Manuel Thiago De Mello

Cântico dos Bloqueios

Posted in Sem categoria on 20 de dezembro de 2023 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Estou morrendo.
Não porque eu quero, mas porque eu sinto…
É inevitável que isso ocorra…

De tantas desculpas, me alterei na culpa. Foi por isso que tudo se tornou noite, se tornou vazio, se tornou deserto…

Ontem me fiz de alvo das minhas próprias ironias, tropecei em todos os sentidos, e calei-me vendo-me num espelho envelhecido às sombras de um fracassado humano…

O húmus grita para me acolher num estado vegetativo de ser ou não ser…

Meu sangue aspirja nojo e melancolia… o asco se torna sóbrio num leito fétido de culturas fétidas…

Alguém cuspiu o sarro de Nietzsche na minha identidade!

Quem diria eu, sobrepondo em bibliotecas, um precisar insano de quereres e deveres?

Não. Acho que chegou o momento de transcrever no jazigo uma advertência: “SE A VIDA SE RESUME EM BLOQUEIOS, ENTÃO SAIBAS QUE MATASTE UM SONHO!”

Ontem acreditei que poderia ter suportado a mordaça das responsabilidades… hoje infelizmente, tudo se materializou em bueiros intelectuais num faz-de-conta…

A irmandade evaporou-se no cessar fogo.

Vitimizamos demais a vida e o que há nela.

Foi surreal viver no circo dos saberes, e acreditar que no outro a lâmina não teria fio suficiente para dilacerar a empatia…

O grande blefe aconteceu simplesmente…

Sinto que estou morrendo física, moral e espiritualmente.

Não quero nada. Somente um silêncio que se torne infinito em minha cabeça…

Silenciosamente a mente em silêncio…

Estou morrendo.
Não porque eu quero, mas porque eu sinto…

O tempo melancoliza o tempo que esbarra no luto…

Meus sentimentos adoeceram em meu semelhante com estrias de angústias e murmúrios…

O adeus não seria suficiente para estrangular tantos sentimentos inóspitos, porém seria por uma fagulha apenas que minha sombra varreu o pretérito imperfeito…

Estou morrendo.
Não porque eu quero, mas porque eu sinto…

Estou morrendo.
Não porque eu quero, mas porque eu sinto… um assim seja!

O vozerio dos estúpidos, entupidas com féretro àqueles que me abraçaram com futilidades…

Estou morrendo.
Não porque eu quero, mas porque eu sinto… o torpor gélido que implantaram em meu coração …

A terra que me cobriram, urinaram com complexo de édipo!

Já se faz tarde…

Estou morrendo.
Não porque eu quero, mas porque eu sinto…

Agora por favor, poderia fechar a porta? Mas antes, apague a luz!

(Betto Gasparetto)