CÂNTICO DA BRISA DO AFETO

(Betto Gasparetto)

No suave sussurro da brisa matinal,
O afeto se revela em seu cântico sideral.
Uma sinfonia em notas suaves flui,
Afeto, sereno, em cada folha reluz.

A brisa, mensageira dos afetos puros,
Entoa melodias, fazendo brotar murmúrios.
Seu canto ecoa na vastidão do espaço,
Revelando ternura em seu doce compasso.

A cada toque suave, um gesto de amor,
Um afago na alma, consolo, louvor.
É a brisa do afeto, sem palavras, a falar,
Transformando corações, a vida a embalar.

Nos campos, os ramos dançam em louvor,
À brisa do afeto, que é doçura e calor.
Seus murmúrios, como um doce poema,
Semeiam esperança, alegria, a quimera.

No lago, as águas se curvam ao vento,
Rendendo-se ao afeto, sentimento sedento.
A brisa, com doçura, abraça a natureza,
Desperta nos seres a mais pura singeleza.

É o canto da brisa, como um abraço terno,
Um sussurro celeste, sereno e eterno.
Sua música acalma, trazendo acalento,
Conecta corações, em profundo sentimento.

Ela sussurra histórias de amor sem fim,
Entrelaça almas, fazendo brotar jardins.
Sua canção ecoa, em suaves melodias,
Anunciando a beleza das mais puras sinfonias.

É o canto da brisa, afeto em movimento,
Uma poesia viva, suave em seu alento.
Seu sopro é carícia, seu toque, cura e calma,
É o canto do afeto, uma eterna lenda de alma.

Brisa do afeto, em teu murmúrio suave,
Encontramos conforto, paz, um doce enclave.
És a canção do amor, em cada sopro de vida,
Em teu canto eterno, a essência tão querida.

(Betto Gasparetto)

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