GOSTARIA DE TE TRADUZIR EM FRANCÊS
(Betto Gasparetto)
Ah, os beijos, especialmente o tão cobiçado beijo francês. Essa expressão de carinho, desejo e intimidade é um verdadeiro ballet de emoções. A mente é transportada para um mundo onde a conexão humana se manifesta de maneira sublime.
Imaginação à solta, as sensações se materializam. É como se estivesse ali, no limiar do momento, sentindo a tensão crescente, os corações batendo em uníssono e a eletricidade estática que precede o toque dos lábios. A ansiedade se mistura com a expectativa, uma antecipação que preenche o espaço entre os dois.
Os lábios se aproximam num balé coreografado pela química entre duas almas. Cada movimento é calculado, cada respiração é compartilhada. Há um sussurro mudo que paira entre eles, uma narrativa silenciosa de paixão e desejo.
Mas nesse conto de sonhos não realizados, o ápice nunca é alcançado. O momento, tão próximo e ainda assim tão distante, se desvanece na brisa do quase. Fica a memória do que poderia ter sido, a sensação doce do quase toque, uma lembrança que persiste na mente, provocando suspiros de nostalgia.
O beijo francês não dado se transforma em um ícone de possibilidades perdidas, um tesouro guardado na gaveta das memórias não vividas. É um capítulo inacabado, uma história que aguarda seu desfecho, um fragmento de uma jornada não concluída.
No entanto, mesmo na ausência desse beijo, há beleza. Há uma magia no desejo não consumado, uma chama que continua acesa na espera do momento certo para se manifestar. É a promessa de um futuro encontro, onde o beijo francês será mais do que uma fantasia, será a realidade mais doce e aguardada.
(Betto Gasparetto)
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