(Betto Gasparetto)
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I – Alvoradas Vividas
No crepúsculo sutil da memória adormecida,
Reside o anseio de retornar ao passado,
Em cada suspiro, uma jornada vivida,
A saudade em meu ser, um fardo amarrado.
Oh, doce melancolia que me envolve,
Como um véu de tristeza, delicado e sutil,
Os momentos idos, a alma resolve,
Reviver na mente, a nostalgia é o fio condutor.
Na alvorada dos dias que já se foram,
A ânsia de retroceder é real e forte,
Oh, como anelo sentir o que outrora o coração amou,
E caminhar pelas trilhas da lembrança, sem norte.
Mas o tempo, cruel e inexorável senhor,
Não permite retrocessos na sua corrida,
As pegadas deixadas ficam como um louvor,
Memórias que na mente persistem, acolhidas.
Então, ergo-me ante o inexorável destino,
Aceitando que o passado não mais retornará,
Porém, a vontade de voltar é um hino,
Que em meu ser, eternamente ecoará.
Assim, na tessitura da vida em movimento,
A nostalgia permanece como uma canção,
A saudade, um eterno lamento,
Da vontade de voltar, uma doce emoção.
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II – Retornos ao Tempo
Perante o palco da existência, o tempo avança,
Cada cena, um ato, sem direito a revisão,
Mas a vontade de regressar, a lembrança,
Persiste como uma eterna emoção.
Nos recônditos da alma, o passado ecoa,
Cada riso, lágrima ou sorriso, entrelaçado,
Como um livro aberto que o coração entoa,
A vontade de voltar, um desejo acalentado.
Ah, como os dias outrora eram vividos,
Cada aurora, um sonho a ser desvelado,
A saudade, em suspiros, é colorida,
Pela ânsia de voltar ao já passado.
Na tessitura dos dias que fluem adiante,
A lembrança resplandece em cada canto,
O desejo de retornar, constante,
Mesmo que o tempo se mostre implacável e tanto.
E assim, no teatro da vida em movimento,
Persiste a vontade de um retorno à cena,
Um anseio eterno, íntimo sentimento,
A vontade de voltar, em cada pena.
Que as asas da memória possam, então, voar,
Neste poema, um eco do que foi sentido,
A vontade de regressar, sem se apagar,
No palco da vida, um eterno gemido.
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III – Tempo Aclamado
Nos corredores do tempo, o eco ecoa,
Lembranças dançam ao som do passado,
A vontade de retornar, ela abraça,
A vontade de voltar, em fantasia,
Constrói castelos na mente, a cena.
Como um eco eterno, sempre aclamado.
Oh, suave nostalgia, doce melodia,
Que embala os sonhos nas tardes serenas,
Cada rua percorrida, cada rosto lembrado,
É um convite à dança das memórias,
A vontade de retornar, um legado,
Das histórias entrelaçadas em tantas histórias.
Porém, como o vento que não se retém,
O tempo flui em sua própria medida,
A vontade de voltar, um além,
Que na alma se ergue, em despedida.
Assim, que estas linhas sejam o relato,
Da ânsia de retornar ao que foi outrora,
A vontade de voltar, um retrato,
Da alma que anseia por uma antiga aurora.
Que na tapeçaria da vida, este sentir,
Seja um tributo aos dias que se vão,
A vontade de voltar, a persistir,
Como um eco suave, na canção.
Neste poema, um lamento que ecoa,
Da vontade de voltar, intensa e real,
Como uma prece que a alma entoa,
A vontade de voltar é, de fato, real.
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IV – Essências em Suspiros
Nas páginas do tempo, a história se tece,
Cada linha escrita é um suspiro de saudade,
A vontade de retornar, uma prece,
Que ecoa na alma com intensidade.
Oh, como o passado se enraíza fundo,
Na essência do ser, como raiz forte e firme,
A vontade de voltar, um profundo
Desejo que na alma se admira e admite.
As memórias, um caleidoscópio de emoções,
Tecendo um manto de vivências e cores,
A vontade de voltar, em recordações,
Despertando nos olhos antigos amores.
Que estas palavras, como notas de um cântico,
Sejam o eco de um desejo entranhado,
A vontade de voltar, um momento mítico,
Nos anais da mente, eternizado.
Na jornada da vida, o olhar para trás,
Revela o desejo que jamais se esvai,
A vontade de voltar, mesmo em paz,
É o eco de um tempo que não cai.
Assim, no palco das memórias eternizadas,
Reside a ânsia de um retorno incerto,
A vontade de voltar, sempre celebrada,
Num coração que guarda o passado bem perto.
Que estas linhas, como uma ode ao sentir,
Retratem a verdade do anseio que pulsa,
A vontade de voltar, sem se extinguir,
Na essência da alma, como eterna pulsão convulsa.
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V – Andanças Prometidas
Nas estradas do ontem, trilhas se entrelaçam,
Cada passo ecoa o riso e ao amor,
A vontade de voltar, como chama que abraça,
As lembranças que guardo com fervor.
Oh, como o tempo é um tecelão habilidoso,
Entrelaçando fios no tecido da vida,
A vontade de voltar, um verso amoroso,
Que na alma ecoa como prometida.
Nos cantos do coração, o eco persiste,
De momentos vividos com fervor,
A vontade de voltar, que insiste,
Reacendendo o passado em seu fulgor.
Que estas palavras, como um sopro ao vento,
Levem consigo o desejo e a flor,
A vontade de voltar, um sentimento
Que na alma se enraíza com fervor.
Assim, neste poema de lembrança e o fervor,
Reside o eco de um querer que jamais se vai,
A vontade de voltar, eterno clamor,
Na jornada da alma, uma melodia que cai.
Que as páginas do tempo guardem este sentir,
A vontade de voltar, em versos entrelaçados,
Como um suspiro antigo, a persistir,
No coração, nos sonhos, nos dias passados.
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VI – Recordações em Pétalas
Na trama da vida, um desejo se destaca,
A vontade de voltar, como estrela guia,
Pelos caminhos da memória que em mim se embarca,
Recordando histórias, risos e alegrias.
Oh, como o tempo tece a tapeçaria,
Dos dias que vivemos com intensidade,
A vontade de voltar, uma melodia,
Que ecoa na alma, com fidelidade.
Nos jardins da lembrança, flores desabrocham,
Cada pétala, um momento que se vai,
A vontade de voltar, onde se enroscam
Os laços do passado, que ainda cai.
Que estas linhas sejam como um tributo,
Ao desejo que na alma permanece,
A vontade de voltar, um lamento absoluto,
Um canto suave que nunca fenece.
Assim, nas entrelinhas deste poema,
A vontade de voltar é o mote,
Um desejo que na alma esquema,
Os contornos de um passado remoto.
Que este verso, como uma prece entoada,
Traduza o desejo de um coração saudoso,
A vontade de voltar, sempre celebrada,
Como um sentimento tão grandioso.
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VII – O Amor se Constrói
No tecido do tempo, só o amor resplandece,
Como um farol que guia a jornada,
A vontade de voltar, ele aquece,
Nos recantos da alma, morada.
Pois só o amor sustenta tal desejo,
De retornar aos braços do que foi amado,
A vontade de voltar, como um ensejo,
Do afeto eterno, jamais esquecido.
Nos momentos de êxtase, nos laços da paixão,
A vontade de voltar encontra abrigo,
Só o amor, em sua doce dimensão,
Perpetua na alma tal sentido.
Que este poema celebre, pois, o amor,
E sua força para além do tempo e espaço,
A vontade de voltar, como ardente fervor,
No coração, gravada em cada traço.
Pois é só o amor que mantém acesa a chama,
Da vontade de retornar ao que foi caro,
A saudade e o amor, em uma mesma trama,
Entrelaçam-se, formando um laço raro.
Que estas palavras, como um tributo ao sentimento,
Retratem a força do amor que nos liga,
A vontade de voltar, como um fermento,
No coração, onde a memória se abriga.
(Betto Gasparetto)
