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“A Vontade é de Voltar”

Posted in Sem categoria on 22 de dezembro de 2023 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

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I – Alvoradas Vividas

No crepúsculo sutil da memória adormecida,

Reside o anseio de retornar ao passado,

Em cada suspiro, uma jornada vivida,

A saudade em meu ser, um fardo amarrado.

Oh, doce melancolia que me envolve,

Como um véu de tristeza, delicado e sutil,

Os momentos idos, a alma resolve,

Reviver na mente, a nostalgia é o fio condutor.

Na alvorada dos dias que já se foram,

A ânsia de retroceder é real e forte,

Oh, como anelo sentir o que outrora o coração amou,

E caminhar pelas trilhas da lembrança, sem norte.

Mas o tempo, cruel e inexorável senhor,

Não permite retrocessos na sua corrida,

As pegadas deixadas ficam como um louvor,

Memórias que na mente persistem, acolhidas.

Então, ergo-me ante o inexorável destino,

Aceitando que o passado não mais retornará,

Porém, a vontade de voltar é um hino,

Que em meu ser, eternamente ecoará.

Assim, na tessitura da vida em movimento,

A nostalgia permanece como uma canção,

A saudade, um eterno lamento,

Da vontade de voltar, uma doce emoção.

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II – Retornos ao Tempo

Perante o palco da existência, o tempo avança,

Cada cena, um ato, sem direito a revisão,

Mas a vontade de regressar, a lembrança,

Persiste como uma eterna emoção.

Nos recônditos da alma, o passado ecoa,

Cada riso, lágrima ou sorriso, entrelaçado,

Como um livro aberto que o coração entoa,

A vontade de voltar, um desejo acalentado.

Ah, como os dias outrora eram vividos,

Cada aurora, um sonho a ser desvelado,

A saudade, em suspiros, é colorida,

Pela ânsia de voltar ao já passado.

Na tessitura dos dias que fluem adiante,

A lembrança resplandece em cada canto,

O desejo de retornar, constante,

Mesmo que o tempo se mostre implacável e tanto.

E assim, no teatro da vida em movimento,

Persiste a vontade de um retorno à cena,

Um anseio eterno, íntimo sentimento,

A vontade de voltar, em cada pena.

Que as asas da memória possam, então, voar,

Neste poema, um eco do que foi sentido,

A vontade de regressar, sem se apagar,

No palco da vida, um eterno gemido.

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III – Tempo Aclamado

Nos corredores do tempo, o eco ecoa,

Lembranças dançam ao som do passado,

A vontade de retornar, ela abraça,

A vontade de voltar, em fantasia,

Constrói castelos na mente, a cena.

Como um eco eterno, sempre aclamado.

Oh, suave nostalgia, doce melodia,

Que embala os sonhos nas tardes serenas,

Cada rua percorrida, cada rosto lembrado,

É um convite à dança das memórias,

A vontade de retornar, um legado,

Das histórias entrelaçadas em tantas histórias.

Porém, como o vento que não se retém,

O tempo flui em sua própria medida,

A vontade de voltar, um além,

Que na alma se ergue, em despedida.

Assim, que estas linhas sejam o relato,

Da ânsia de retornar ao que foi outrora,

A vontade de voltar, um retrato,

Da alma que anseia por uma antiga aurora.

Que na tapeçaria da vida, este sentir,

Seja um tributo aos dias que se vão,

A vontade de voltar, a persistir,

Como um eco suave, na canção.

Neste poema, um lamento que ecoa,

Da vontade de voltar, intensa e real,

Como uma prece que a alma entoa,

A vontade de voltar é, de fato, real.

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IV – Essências em Suspiros

Nas páginas do tempo, a história se tece,

Cada linha escrita é um suspiro de saudade,

A vontade de retornar, uma prece,

Que ecoa na alma com intensidade.

Oh, como o passado se enraíza fundo,

Na essência do ser, como raiz forte e firme,

A vontade de voltar, um profundo

Desejo que na alma se admira e admite.

As memórias, um caleidoscópio de emoções,

Tecendo um manto de vivências e cores,

A vontade de voltar, em recordações,

Despertando nos olhos antigos amores.

Que estas palavras, como notas de um cântico,

Sejam o eco de um desejo entranhado,

A vontade de voltar, um momento mítico,

Nos anais da mente, eternizado.

Na jornada da vida, o olhar para trás,

Revela o desejo que jamais se esvai,

A vontade de voltar, mesmo em paz,

É o eco de um tempo que não cai.

Assim, no palco das memórias eternizadas,

Reside a ânsia de um retorno incerto,

A vontade de voltar, sempre celebrada,

Num coração que guarda o passado bem perto.

Que estas linhas, como uma ode ao sentir,

Retratem a verdade do anseio que pulsa,

A vontade de voltar, sem se extinguir,

Na essência da alma, como eterna pulsão convulsa.

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V – Andanças Prometidas

Nas estradas do ontem, trilhas se entrelaçam,

Cada passo ecoa o riso e ao amor,

A vontade de voltar, como chama que abraça,

As lembranças que guardo com fervor.

Oh, como o tempo é um tecelão habilidoso,

Entrelaçando fios no tecido da vida,

A vontade de voltar, um verso amoroso,

Que na alma ecoa como prometida.

Nos cantos do coração, o eco persiste,

De momentos vividos com fervor,

A vontade de voltar, que insiste,

Reacendendo o passado em seu fulgor.

Que estas palavras, como um sopro ao vento,

Levem consigo o desejo e a flor,

A vontade de voltar, um sentimento

Que na alma se enraíza com fervor.

Assim, neste poema de lembrança e o fervor,

Reside o eco de um querer que jamais se vai,

A vontade de voltar, eterno clamor,

Na jornada da alma, uma melodia que cai.

Que as páginas do tempo guardem este sentir,

A vontade de voltar, em versos entrelaçados,

Como um suspiro antigo, a persistir,

No coração, nos sonhos, nos dias passados.

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VI – Recordações em Pétalas

Na trama da vida, um desejo se destaca,

A vontade de voltar, como estrela guia,

Pelos caminhos da memória que em mim se embarca,

Recordando histórias, risos e alegrias.

Oh, como o tempo tece a tapeçaria,

Dos dias que vivemos com intensidade,

A vontade de voltar, uma melodia,

Que ecoa na alma, com fidelidade.

Nos jardins da lembrança, flores desabrocham,

Cada pétala, um momento que se vai,

A vontade de voltar, onde se enroscam

Os laços do passado, que ainda cai.

Que estas linhas sejam como um tributo,

Ao desejo que na alma permanece,

A vontade de voltar, um lamento absoluto,

Um canto suave que nunca fenece.

Assim, nas entrelinhas deste poema,

A vontade de voltar é o mote,

Um desejo que na alma esquema,

Os contornos de um passado remoto.

Que este verso, como uma prece entoada,

Traduza o desejo de um coração saudoso,

A vontade de voltar, sempre celebrada,

Como um sentimento tão grandioso.

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VII – O Amor se Constrói

No tecido do tempo, só o amor resplandece,

Como um farol que guia a jornada,

A vontade de voltar, ele aquece,

Nos recantos da alma, morada.

Pois só o amor sustenta tal desejo,

De retornar aos braços do que foi amado,

A vontade de voltar, como um ensejo,

Do afeto eterno, jamais esquecido.

Nos momentos de êxtase, nos laços da paixão,

A vontade de voltar encontra abrigo,

Só o amor, em sua doce dimensão,

Perpetua na alma tal sentido.

Que este poema celebre, pois, o amor,

E sua força para além do tempo e espaço,

A vontade de voltar, como ardente fervor,

No coração, gravada em cada traço.

Pois é só o amor que mantém acesa a chama,

Da vontade de retornar ao que foi caro,

A saudade e o amor, em uma mesma trama,

Entrelaçam-se, formando um laço raro.

Que estas palavras, como um tributo ao sentimento,

Retratem a força do amor que nos liga,

A vontade de voltar, como um fermento,

No coração, onde a memória se abriga.

(Betto Gasparetto)

Evidências

Posted in Sem categoria on 20 de dezembro de 2023 by Prof Gasparetto

(Jose Augusto / Paulo Sérgio Valle)

Quando eu digo que deixei de te amar
É porque eu te amo
Quando eu digo que não quero mais você
É porque eu te quero
Eu tenho medo de te dar meu coração
E confessar que eu estou em tuas mãos
Mas não posso imaginar
O que vai ser de mim
Se eu te perder um dia

Eu me afasto e me defendo de você
Mas depois me entrego
Faço tipo, falo coisas que eu não sou
Mas depois eu nego
Mas a verdade
É que eu sou louco por você
E tenho medo de pensar em te perder
Eu preciso aceitar que não dá mais
Pra separar as nossas vidas

E nessa loucura de dizer que não te quero
Vou negando as aparências
Disfarçando as evidências
Mas pra que viver fingindo
Se eu não posso enganar meu coração?
Eu sei que te amo!

Chega de mentiras
De negar o meu desejo
Eu te quero mais que tudo
Eu preciso do seu beijo
Eu entrego a minha vida
Pra você fazer o que quiser de mim
Só quero ouvir você dizer que sim!

Diz que é verdade, que tem saudade
Que ainda você pensa muito em mim
Diz que é verdade, que tem saudade
Que ainda você quer viver pra mim

(Jose Augusto / Paulo Sérgio Valle)

Quem Me Levará Sou Eu

Posted in Sem categoria on 20 de dezembro de 2023 by Prof Gasparetto

(Canção de Dominguinhos)

Amigos a gente encontra
O mundo não é só aqui
Repare naquela estrada
Que distância nos levará

As coisas que eu tenho aqui
Na certa terei por lá
Segredos de um caminhão
Fronteiras por desvendar

Não diga que eu me perdi
Não mande me acompanhar
Cidades que eu nunca vi
São casas de braços a me agasalhar

Passar como passam os dias
Se o calendário acabar
Eu faço voltar o tempo outra vez, sim
Tudo outra vez a passar

Não diga que eu fiquei sozinho
Não mande alguém me acompanhar
Repare, a multidão precisa
De alguém mais alto a lhe guiar

Quem me levará sou eu
Quem regressará sou eu
Não diga que eu não levo a guia
De quem souber me amar

Quem me levará sou eu
Quem regressará sou eu
Não diga que eu não levo a guia
De quem souber me amar

Compositores: Jose Moraes / Alexandre Manuel Thiago De Mello

Cântico dos Bloqueios

Posted in Sem categoria on 20 de dezembro de 2023 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Estou morrendo.
Não porque eu quero, mas porque eu sinto…
É inevitável que isso ocorra…

De tantas desculpas, me alterei na culpa. Foi por isso que tudo se tornou noite, se tornou vazio, se tornou deserto…

Ontem me fiz de alvo das minhas próprias ironias, tropecei em todos os sentidos, e calei-me vendo-me num espelho envelhecido às sombras de um fracassado humano…

O húmus grita para me acolher num estado vegetativo de ser ou não ser…

Meu sangue aspirja nojo e melancolia… o asco se torna sóbrio num leito fétido de culturas fétidas…

Alguém cuspiu o sarro de Nietzsche na minha identidade!

Quem diria eu, sobrepondo em bibliotecas, um precisar insano de quereres e deveres?

Não. Acho que chegou o momento de transcrever no jazigo uma advertência: “SE A VIDA SE RESUME EM BLOQUEIOS, ENTÃO SAIBAS QUE MATASTE UM SONHO!”

Ontem acreditei que poderia ter suportado a mordaça das responsabilidades… hoje infelizmente, tudo se materializou em bueiros intelectuais num faz-de-conta…

A irmandade evaporou-se no cessar fogo.

Vitimizamos demais a vida e o que há nela.

Foi surreal viver no circo dos saberes, e acreditar que no outro a lâmina não teria fio suficiente para dilacerar a empatia…

O grande blefe aconteceu simplesmente…

Sinto que estou morrendo física, moral e espiritualmente.

Não quero nada. Somente um silêncio que se torne infinito em minha cabeça…

Silenciosamente a mente em silêncio…

Estou morrendo.
Não porque eu quero, mas porque eu sinto…

O tempo melancoliza o tempo que esbarra no luto…

Meus sentimentos adoeceram em meu semelhante com estrias de angústias e murmúrios…

O adeus não seria suficiente para estrangular tantos sentimentos inóspitos, porém seria por uma fagulha apenas que minha sombra varreu o pretérito imperfeito…

Estou morrendo.
Não porque eu quero, mas porque eu sinto…

Estou morrendo.
Não porque eu quero, mas porque eu sinto… um assim seja!

O vozerio dos estúpidos, entupidas com féretro àqueles que me abraçaram com futilidades…

Estou morrendo.
Não porque eu quero, mas porque eu sinto… o torpor gélido que implantaram em meu coração …

A terra que me cobriram, urinaram com complexo de édipo!

Já se faz tarde…

Estou morrendo.
Não porque eu quero, mas porque eu sinto…

Agora por favor, poderia fechar a porta? Mas antes, apague a luz!

(Betto Gasparetto)

Rastros na Areia

Posted in Sem categoria on 19 de dezembro de 2023 by Prof Gasparetto