UMA CARTA PERDIDA NO PAÍS DA RENÚNCIA
(Betto Gasparetto)
PRIMEIRO ATO: Busca Incessante
No país da renúncia, a carta perdida,
Nas dobras do tempo, na ausência sentida,
Um relato guardado, na alma ferida,
Esperança adormecida, porém, nunca esquecida.
*
Entre murmúrios suaves, o silêncio se faz,
A carta, qual tesouro, em terra distante,
Palavras suspensas, além do cais,
Afagos de amor, num voo constante.
*
No peito do remetente, a dor se estende,
Anseios calados, em busca incessante,
Na terra da renúncia, a alma se rende,
Ao reencontro da carta, finalmente vibrante.
*
O país da renúncia, agora transmutado,
A carta ressurge, o elo restabelecido,
Um cântico de amor, antes calado,
A redenção das almas, no presente renascido.
*
SEGUNDO ATO: Palavras Reprimidas
No país da renúncia, a carta esquecida,
Entre batalhas travadas, silenciada gemia,
Nas cicatrizes da guerra, pela estrada perdida,
A mensagem oculta, na memória se erguia.
*
No campo da luta, a carta dispersa,
Entre os guerreiros, anseio por paz,
Palavras reprimidas, em meio à dispersa,
Um grito silente, num mundo voraz.
*
Nos dias de batalha, o eco distante,
A carta resguardada, em campos de dor,
A espera aflita, a busca constante,
Em meio à fúria, o anseio de amor.
*
No país da renúncia, a guerra se esvai,
A carta emerge, entre escombros e cinzas,
Mensagens de amor, na paz que cai,
Sobre o campo de batalha, onde a vida se finca raízes.
*
TERCEIRO ATO: Refúgio das Letras
No país da renúncia, a carta perdida,
Entre amantes separados, a saudade dividida,
Palavras apaixonadas, na alma reprimida,
Um juramento eterno, na ausência tecida.
*
Entre os amores clandestinos, a carta se esconde,
Segredos ardentes, no papel se entrelaçam,
Mensagens de desejo, onde o coração responde,
No refúgio das letras, as almas se abraçam.
*
Nos encontros furtivos, a carta se entrega,
Nos beijos roubados, nas noites de lua,
Promessas sussurradas, na paixão que cega,
O amor proibido, em cada palavra sua.
*
No país da renúncia, o amor se revela,
A carta descoberta, o segredo desvelado,
O enlace de amantes, a história singela,
Na união eterna, pelo destino abençoado.
*
QUARTO ATO: Beijos Proibidos
No país da renúncia, a carta contém
Beijos proibidos, amores além
De fronteiras impostas, num jogo também
Entre sonhos ardentes, num doce vaivém.
*
Nos lábios que anseiam, o beijo suspenso,
No silêncio dos gestos, o toque sedento,
No êxtase furtivo, o amor intenso,
Na dança dos corpos, num enlace atento.
*
Em sombras ocultas, na noite escura,
O beijo proibido, qual chama impura,
Na pele que queima, a paixão perdura,
No país da renúncia, a nossa loucura.
*
Entre amantes condenados, o beijo vivido,
Na carta escondida, o amor proibido,
Em cada palavra escrita, o desejo atrevido,
No encontro fugaz, o sentimento erguido.
*
QUINTO ATO: Eu Te Amo
No país da renúncia, nas linhas traçadas,
“Eu te amo” ressoa, em cada palavra anunciada,
No silêncio das entrelinhas, nas almas abraçadas,
Um sentimento eterno, na carta revelada.
*
Nas curvas das letras, o amor se entrelaça,
“Eu te amo” ecoa, em tons de promessa,
Na tinta que desliza, a emoção que abraça,
Um juramento eterno, uma doce prece.
*
No país da renúncia, o amor resplandece,
“Eu te amo” sussurrado, em segredo mantido,
Nas margens do papel, a paixão que não cede,
Um sentimento grandioso, no tempo perdido.
*
Entre amantes separados, a frase ecoa,
“Eu te amo” transcende, barreiras e espaços,
No encontro da carta, a verdade se entoa,
Um vínculo eterno, entre dois abraços.
*
SEXTO ATO: Caixa de Bombons
No país da renúncia, beijos de chocolate,
Doce sabor nos lábios, deleite sem revés,
Nas cartas escondidas, um gesto que abraça,
Sabor adocicado, afago que não se desfez.
*
O beijo de chocolate, suave tentação,
Na pele macia, derrete sem pressa,
Nos momentos sutis, encontra-se a paixão,
No doce enlace, a entrega é confessa.
*
Nas entrelinhas da carta, o doce se desenha,
Beijos de chocolate, carícias sem par,
Em palavras doces, a doçura se empenha,
Sabor eternizado, num gesto singular.
*
No país da renúncia, o beijo se revela,
Chocolates entrelaçados, nos lábios a dançar,
Doçura que transcende, na carta que apela,
Um afeto genuíno, difícil de apagar.
*
SÉTIMO ATO: Prendeste-me em Pátios Secretos
No país da renúncia, teus beijos são brasa,
De loba faminta, selvagem e ardente,
Em cada toque, a paixão se enlaça,
Corpo a corpo, entrega eloquente.
*
Teu amor de loba, feroz e sem véus,
Beijos que incendeiam, o desejo resplandece,
Na pele que anseia, paixão que se deu,
Um fogo que arde, num amor que não cesse.
*
Tu beijas-me o corpo, cada parte, com calma,
Como loba a guiar, nos rastros do amor,
Teu afago apaixonado, minha alma acalma,
No país da renúncia, és meu furor.
*
Com garras suaves, marcas que me acendem,
Teu beijo de loba, um afago intenso,
Na entrega completa, em que nos rendemos,
Nossos corpos unidos, num laço imenso.
(Betto Gasparetto)
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