REVOADAS

(Betto Gasparetto)

Onde está Pegasus de vitrais içando voo esplêndido e graciosamente, que vai tecendo palavras e mesmo ao sussurro do coração?

Onde está o amor, qual véu límpido de artifício supremo, que constrói os fios invisíveis do paralelo destino, entrelaçando corpos, olhares, suores, almas que se encontram vividamentes emaranhadas na abóbada celeste?
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Talvez na regência magnífica dos sentidos, as paixões despontam como uma labareda devoradora que nutre, arde em fogos que se avivam num beijo…
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Talvez na essência, como o braseiro que vai aquecendo os leitos, os  póros,  a alma em seu ápice intimamente flamejante…

(Betto Gasparetto)

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