DANÇA DAS MÃOS
(Betto Gasparetto)
Onde estão as talentosas mãos tecelãs que desempenham seu papel na tecelagem deste rico cenário íntimo de abordagem rústica?
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Talvez perpetuaram cada momento sentimental, como mapeando os apertos secretos por mãos habilidosas…
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Talvez por contribuir em uma trama única e singular que compõe a caminhada dos corações entrelaçados em busca de romper as fronteiras da solidão…
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Resolvam oh insensatos críticos ao verdadeiro amor que tecem esta complexa e dolorosa paixão…
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Resolvam oh insensatos perseguidores de sentimentos particulares, quão tenebrosos são os medos que lançam sombras aos amantes, que contrastam com a luz radiante do amor e da paixão o distanciamento…
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Resolvam oh insensatos predadores dos desejos esculpidos nos corações platônicos, o que representam os céu das emoções?
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Talvez ao perderem-se em cada emoção, um fio distinto nas mãos de talentosas tecelãs pudessem tecer na trama da existência, um beijo afagado e venturoso na criação de uma obra majestosa que é a vivência de um grande amor, repleta de brilhos, cores, nuances, aromas e profundas emoções.
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Talvez neste script, o ser humano se encontrasse, e pudesse se entreter…
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Talvez o desvendar-se, neste crônico e imerso momento na trama infindável das relações em que se vive, o amor, a paixão, os medos e os desejos entoassem em um requiem perfeito, harmonioso, tal como uma melodia eterna que justifique a experiência humana jogando os pesares no pretérito mais que perfeito!
(Betto Gasparetto)
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