O MENSAGEIRO NÃO ME AVISOU QUE O ÚLTIMO TREM PARTIRIA HOJE!
(Betto Gasparetto)
AVISOS E DECLARAÇÕES
*
No aviso sutil do tempo, o mensageiro se ausentou,
E o derradeiro trem partiu sem anunciar sua partida,
Na estação deserta, meu coração se viu só,
Entre trilhos vazios, a saudade agora se erguida.
*
A pressa dos segundos não se compadeceu,
E o eco do silêncio preencheu os vagões vazios,
Oh, mensageiro, por que não alertou o que aconteceu?
Partiu o derradeiro trem, sem acenos, sem desvios.
*
Agora, só resta o eco de lembranças que não voltam, Nas curvas da memória, o último trem se desvanece, o Tempo diria, talvez, que “só o amor constrói”,
Mesmo quando o mensageiro, distraído, esquece.
*
Mas, oh, destino impiedoso que nos trama assim,
Deixa-me aqui, entre linhas férreas, um eco a clamar,
Que o mensageiro revele, por fim,
Se outro trem virá, para o amor resgatar.
*
A ESTAÇÃO FECHOU OS PORTÕES
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Os portões cerrados, a estação silenciou,
O eco dos passos, agora, ecoam sem direção,
Na penumbra dos trilhos, a esperança se esgotou,
E a saudade ecoa na alma, sem explicação.
*
A estação, testemunha do adeus sem aviso,
Guarda em suas paredes a história do que passou,
Os bancos vazios, vestígios de um compromisso,
De um trem que partiu, de um amor que ficou.
*
Ah, estação que acolhe segredos e lamentos,
Teus trilhos testemunham desencontros e aflições,
Os portões fechados, guardam desalentos,
Enquanto a alma espera por novas emoções.
*
Mesmo com portões cerrados, ainda há espaço,
Para sonhos que aguardam por um novo trem,
Que a estação, com seus mistérios, faça compasso,
E traga um novo mensageiro, um novo além.
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O PÁTIO CENTRAL FICOU TRISTE E VAZIO
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No pátio central, o vazio se instalou,
Onde antes dançavam as sombras e luzes,
As locomotivas, em silêncio, repousam, então parou,
E o eco dos suspiros preenche os ares difusos.
*
Onde outrora se erguiam máquinas imponentes,
Agora paira a melancolia, um cenário sereno,
A fumaça não mais se ergue aos horizontes,
O pátio vazio, testemunha de um destino ameno.
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As linhas retas dos trilhos, agora inertes,
Revelam um passado de viagens e trajetos,
No pátio, um silêncio que ecoa em desertes,
Guardando segredos, saudades, afetos.
*
O vazio que se expande, imenso e profundo,
Não apaga a esperança de um novo amanhecer,
No pátio central, mesmo calado, ainda fecundo,
Anseia-se pelo trem que há de renascer.
*
Que os trilhos se agitem, que o pátio desperte,
Com novas histórias, abraços e canções,
Que o vazio se preencha, que a vida concerte,
E novos trens partam, entre emoções.
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AS FLORES, A CAIXA DE BOMBONS E O CONVITE MARCARAM UMA PASSAGEM
Entre trilhos e desejos, as flores perfumadas,
Embalaram um afeto, um gesto de ternura,
Na caixa de bombons, doçura compartilhada,
Marcaram a passagem com doçura e doçura.
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O convite, um chamado para um destino incerto,
Ergueu pontes entre almas, entre olhares sedutores,
Em cada pétala, em cada sabor descoberto,
A passagem se fez, entre sorrisos e amores.
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Assim, as flores, a caixa de bombons em tons diversos,
Junto ao convite, desenharam um caminho a percorrer,
Na estação da vida, marcas de afetos dispersos,
Ecos de momentos que se anseiam reviver.
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Cada presente, uma porta entreaberta para o futuro,
Um convite à dança no palco das emoções,
Marcaram uma passagem, um laço seguro,
Entre os trilhos do tempo, entre os corações.
*
Que as flores desabrochem, que os bombons adoçem,
Que o convite perdure como um laço a unir,
Que a passagem marcada, na memória repouse,
E inspire novos destinos a se descobrir.
(BettoGasparetto)
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